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Gilson Rosa
O churrasco como símbolo do orgulho macho
No final de semana o país inteiro cheira a churrasco. Já bateu, de longe, a feijoada como a mais popular e nacional das comidas sem frescura.
Este blog, com sua fome atávica pela cozinha perversa, faz uma breve viagem freudiana a respeito. Segura aí essa brasa!
Quando o carvão começa a pegar fogo, na laje suburbana ou na beira da piscina do Lago Sul, Brasília, os homens automaticamente passam a se sentir mais poderosos.
Mesmo em um banquete de mendigos a carne fortifica as vaidades e espalha, por algumas horas, as brasas da auto-estima.
O mesmo fogo que assa a picanha e a costela chamusca também a testosterona e os básicos instintos do macho, como diria Fausto Fawcett, o poeta-mor de Copacabana e dos arredores fumacentos da Guanabara.
A tese-crônica e carnívora vale para qualquer lugar, até mesmo para a Índia, claro, onde os bois e as vacas são sagrados.
Lá eles preferem estraçalhar outros quadrúpedes. Amam um cordeirinho, por exemplo, sempre com o melhor dos currys.
O ser humano não vale mesmo uma moeda enferrujada de botija. Luta vã embirrar contra isso.
Desde as caçadas dos nossos semelhantes das cavernas, nem um alimento simboliza tanto a macheza quanto ela.
A carne é fraca apenas na concepção do pecado, mas aí já falamos da marvada pele sob os olhares apostólicos romanos.
A carne, desde o canibalismo dos tupinambás, é o que nos há de mais sagrado nos tristes trópicos.
Dos indígenas às calçadas do subúrbio de hoje - motivo de uma tese de mestrado do carioca Rolf Ribeiro de Souza, a reunião em torno da brasa é um grêmio óbvio ao redor da simbologia do macho, do poder do macho e do algo mais machista, como diria um Jorge Ben das antigas.
Seja na rua, onde significa demarcação do território da masculinidade, seja na churrascaria chique, donde representa decisões, convenções partidárias e negócios particularíssimos, a carne é que manda nos homens.
Alguém já testemunhou algo importante ser acertado diante de folhinhas de alface?
Não estamos apenas falando de monta, de dinheiro a perder de vista, meu caro Eike Batista. Estamos falando de importância, do futuro de um grande amor, por exemplo.
Não, a alface não inspira confiança.
Não à toa, reza a mística dos conventos e internatos, a folha serve para acalmar os noviços e seminaristas contra possíveis manifestações dos básicos instintos.
O perigo está na carne. Sempre. O resto é fundamentalismo dos meus queridos amigos vegetarianos que se acham imortais e melhores do que o resto da humanidade.
Escrito por Xico Sá
No final de semana o país inteiro cheira a churrasco. Já bateu, de longe, a feijoada como a mais popular e nacional das comidas sem frescura.
Este blog, com sua fome atávica pela cozinha perversa, faz uma breve viagem freudiana a respeito. Segura aí essa brasa!
Quando o carvão começa a pegar fogo, na laje suburbana ou na beira da piscina do Lago Sul, Brasília, os homens automaticamente passam a se sentir mais poderosos.
Mesmo em um banquete de mendigos a carne fortifica as vaidades e espalha, por algumas horas, as brasas da auto-estima.
O mesmo fogo que assa a picanha e a costela chamusca também a testosterona e os básicos instintos do macho, como diria Fausto Fawcett, o poeta-mor de Copacabana e dos arredores fumacentos da Guanabara.
A tese-crônica e carnívora vale para qualquer lugar, até mesmo para a Índia, claro, onde os bois e as vacas são sagrados.
Lá eles preferem estraçalhar outros quadrúpedes. Amam um cordeirinho, por exemplo, sempre com o melhor dos currys.
O ser humano não vale mesmo uma moeda enferrujada de botija. Luta vã embirrar contra isso.
Desde as caçadas dos nossos semelhantes das cavernas, nem um alimento simboliza tanto a macheza quanto ela.
A carne é fraca apenas na concepção do pecado, mas aí já falamos da marvada pele sob os olhares apostólicos romanos.
A carne, desde o canibalismo dos tupinambás, é o que nos há de mais sagrado nos tristes trópicos.
Dos indígenas às calçadas do subúrbio de hoje - motivo de uma tese de mestrado do carioca Rolf Ribeiro de Souza, a reunião em torno da brasa é um grêmio óbvio ao redor da simbologia do macho, do poder do macho e do algo mais machista, como diria um Jorge Ben das antigas.
Seja na rua, onde significa demarcação do território da masculinidade, seja na churrascaria chique, donde representa decisões, convenções partidárias e negócios particularíssimos, a carne é que manda nos homens.
Alguém já testemunhou algo importante ser acertado diante de folhinhas de alface?
Não estamos apenas falando de monta, de dinheiro a perder de vista, meu caro Eike Batista. Estamos falando de importância, do futuro de um grande amor, por exemplo.
Não, a alface não inspira confiança.
Não à toa, reza a mística dos conventos e internatos, a folha serve para acalmar os noviços e seminaristas contra possíveis manifestações dos básicos instintos.
O perigo está na carne. Sempre. O resto é fundamentalismo dos meus queridos amigos vegetarianos que se acham imortais e melhores do que o resto da humanidade.
Escrito por Xico Sá
Hagahús Netto
“Agora não resta dúvida de que o Promotor, Dr. Luís Francisco, está agindo com total imparcialidade. Um trabalho que demonstra muita competência por parte do Poder Judiciário da nossa cidade. Confesso ter sido desconfortável ao receber a notícia de que todos os vereadores foram denunciados. Digo isso, por um simples motivo, porque não faço parte deste esquema fraudulento. Não tenho o que temer, pois eu tenho fotos, jornal, cópia da ata e declaração de presença, com firma reconhecida, comprovando que, a única diária que consta em meu nome, foi utilizada da maneira correta. Portanto, vamos aguardar a Audiência de Instrução e Julgamento, que por sinal será pública. Compareçam! O prazo máximo para realização desta audiência é de 60 (sessenta) dias, contados a partir de hoje, conforme está previsto no art. 400, do Código do Processo Penal. Neste dia, provarei para todos os tocantinenses, principalmente dianopolinos, que o meu trabalho é feito com muita seriedade, sobretudo baseado na ética e na honestidade. Era o que eu tinha a dizer, afinal de contas, devo satisfação à todos vocês. Hagahús Netto.”
