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Saúde auditiva PDF Imprimir E-mail
Qui, 02 de Dezembro de 2004 17:38

O artigo abaixo, da dianopolina Theylle Valente, foi publicado na seção Tendências e Idéias, do Jornal do Tocantins, de 27/11/04. Confira:


"Desde o mês de setembro, a Sociedade Brasileira de Otologia (SOB) lançou a Campanha Nacional da Audição com o objetivo de desmistificar tabus que envolvem a Deficiência Auditiva, bem como a qualidade de vida de quem tem este problema, da importância da prevenção e do diagnóstico precoce.Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, muitos deles detectados tardiamente. Algumas vezes o problema pode ser resolvido através de tratamento medicamentoso, cirúrgico e com uso de prótese auditiva (Aparelho de Amplificação Sonora Individual – A.A.S.I.), associado à terapia fonoaudiológica.

Desta forma, é importante ressaltar a importância da aprovação da obrigatoriedade da realização do Teste da Orelhinha logo nos primeiros dias de vida do bebê, como é feito com o Teste do Pezinho. Ficar atento ao comportamento da criança também pode ser muito eficaz na detecção de problemas auditivos.

Seu filho pode não escutar bem se: tem parentes que nasceram surdos, a mãe teve rubéola, toxoplasmose, sífilis ou herpes durante a gestação, o parto foi demorado, a criança nasceu prematura, a criança nasceu com peso inferior a 1500 gramas, a criança nasceu com má formação de face ou orelha, teve icterícia ao nascer (“amarelão”), teve meningite, teve pancadas na cabeça, apresenta otites (dores de ouvido) freqüentes.

Crianças até 2 anos e meio devem: reconhecer a voz da mãe, acordar com barulhos fortes e súbitos (ex.: porta que se bate), vira a cabeça em direção ao som, principalmente quando de costas ou de lado, olha quando é chamado, produz sons (brinca com a voz) após 2 meses de idade, balbucia “papa”, “dada”, após 6 meses de idade, tenta imitar o som que ouviu, tem interesse por linguagem (se mostra atenta quando falam com ela), compreende palavras comuns como: água, não, tchau, após 1 ano de idade, fala algumas palavrinhas, responde a perguntas como: “cadê a bola?, “Onde está o papai?”, falar aos 2 anos de idade.

Crianças de 2 anos e meio a 6 anos de idade devem: ouvir TV ou música em volume normal, ser atento e ter interesse por linguagem, ter rendimento escolar adequado, não olhar fixamente para a boca da pessoa com quem fala, não ter costume de falar muito alto, a não ser quando é de costume da família, não ter o costume de pedir para que se repita o que foi dito freqüentemente, apresentar fala compreensível, mesmo que com algumas falhas, que são características da fase em que se encontra, não apresentar trocas sistemáticas dos fonemas “t” por “d”, “g” por “c”, “p” por “b”, “f” por “v”.

Se você observar que seu filho não apresenta mais de duas destas características citadas acima, procure um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo.

Theylle Valente Amorim é fonoaudióloga, theyllevalente@bol.com.br"