Sobre mim
| Relembrar é viver - 3 |
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| Qui, 10 de Agosto de 2006 20:05 |
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Outro dia desses meus conterrâneos, comecei a relembrar a vidinha mais ou menos que eu tinha (e imagino que muitos tiveram) em Dianópolis ne adolescência. Sem dúvidas o Colégio João D’Abreu consumiu (graças a Deus) boa parte do nosso tempo. Lembrar das manhãs em que acordava 10 minutos antes da aula começar e não dava tempo nem de passar um ferro na “velha” camiseta branca do colégio. Levava meia hora para sair de casa emperiquitando-se (vestindo). Chegava pela portaria e chorava para dona Margarida pedindo para entrar. Sempre fui mestre em sair antes da ultima aula terminar. Muitas foram as vezes em que fui para aula somente para encontrar aquela paixãozinha...Esquecia das lições de casa, dos trabalhos e da provas... Meu negócio era trabalho em grupo, onde reuníamos na casa de algum colega e fazíamos aquela bagunça. Fazia de tudo para ficar sempre no mesmo grupo da “paixãozinha”. Os passeios de turma na Palmira, na Cancela, Fazendinha, Água Boa...Fim de semana geralmente ia com a família para Cachoeira da Luz, Corrente, Rio da Conceição...Á noite curtia uma festinha aqui outra acolá. No domingo jantava na Pizzaria de Dona Dorinha, no Ce que sabe, Galinhada do Bento ou mais antigamente no Rodízio da Churrascaria Panorama. Quantas foram as festinhas que não se vê mais. Lembro-me que a casa de Aline Wolney sempre foi “point” das melhores festinhas. Modéstia parte, lá em casa também rolou boas festas. Mulheres levando salgado e homem refrigerante de 2 litros. Musica lenta à meia luz, beijo na boca no escuro e nenhuma palavra trocada com a parceira...Êta vidinha mais ou menos essa não acham? Beijos e mais beijos... No dia seguinte, uma segunda-feira, era capaz de nem aparecer na aula. Mas como já falei, fui muito para aula só para ver aquela paixãozinha. Muitas vezes estudávamos juntos e nos estudávamos; caderno de perguntas e as doces lições da vida de adolescente! Passamos de ano, e os anos passaram. Hoje muita coisa mudou, o beijo virou sexo, os refrigerantes viraram cerveja e os salgados das meninas cada dia mais apimentados. Muitos se perderam e se desencontraram, - nem bem sabemos como - e enveredaram por outros caminhos que desaguaram bem longe do nosso, distante do nosso modo interiorano (dianopolino) de ser, muito alem do nosso conjunto viver. Mário Sérgio Melo Xavier |



