Sobre mim
| Quem vai testemunhar contra a polícia? |
|
|
|
| Sex, 15 de Dezembro de 2006 20:18 |
|
Quem é doido para isso? É diante de vergonhosas situações que envolvem parte dos agentes dos organismos de segurança, que começamos a ouvir este tipo de pronunciamento por parte da população menos instruída. Principalmente nos interiores da vida. É muito triste, e talvez a única saída plausível é a extinção urgente do tal Inquérito Policial, esse monstro que fomenta a corrupção e o crime organizado no Brasil. Até porque, esse trabalho, daquelas autoridades é escusado. É um gasto inútil de tempo, de dinheiro e de papel, já que tudo vai ser feito novamente pelo juiz e o promotor... Delegado de polícia nunca investiga ou descobre nada, ele apenas manda pôr por escrito àquilo que os policiais produzem com esforço e com suor. O Estado que gratifica ou deixa em exercício policiais para abusar da autoridade, agredir civis, atirar nas pessoas, é mais culpado do que os próprios elementos. E os superiores que sabem e não adotam nenhuma providência contra esses bandidos de carteira funcional, estão comprometidos e são indignos dos postos que ocupam. É normal vermos por aí esses delinqüentes que traem a sociedade e o juramento de defendê-la, bandidos do quadro de pessoal da segurança publica. Essa prática é a maior aberração do poder público na atualidade. Nesse meio é comum o ingresso da personalidade volúvel, isto é, de alguém que porta alguma anormalidade. Esses indivíduos por despeito e egoísmo alentam o desejo secreto de reduzir as pessoas, principalmente os medrosos, os coitados, menos instruídos da sociedade. É o autêntico policial violento e contrário à legalidade. Existem uns camaradas conscientes da realidade e seguirão na ativa por muitos anos, mas os policiais delinqüentes, revelando a lucidez de maníacos, vociferam que o certo é agredir e atropelar quem bem entender. Esses são os desastrosos da função, que cedo ou tarde, extrapolam as atribuições abraçando a degeneração, ou se fazendo criminosos de fato. Avaliados na sua estreita visão, deviam ser eliminados pelos policiais legalistas que trabalham em obediência à lei. São elementos capazes de alentar vingança por um indivíduo que furta uma caneta. Quando um policial honrado comete um deslize é punido. Quando o superior perpetra falta grave, muitas vezes é acobertado pelos chefes das corregedorias. Esse é um dos fatores que concorre para gerar indignação naqueles que têm hombridade, sobrando apenas os molambos para retirar as caspas do terno do patrão. Alguns sentem prazer ao surrar um pobre coitado que incomodando os clientes em algum bar na ponta da rua. Nessas ações, estes tipos de agentes se reúnem com euforia, convencidos de que estão engrandecendo o nome do órgão. Geralmente a apreciação feita é negativa. E estranhamente, essas aventuras são efetuadas por pessoas cientes de seus deveres, que depois do feito, passeiam comentando detalhes pelas ruas, orgulhosos da função e da façanha. São elementos que não praticam a autocrítica, desse modo vão para casa, extasiados, acreditando no bom serviço prestado. É com esse panorama pernicioso que os antigos e novos policiais, de brio e de bem se deparam, por isso eles se decepcionam, se rebelam e se recusam a compartilhar. Se porventura algum deles vier a passar na prova de conhecimentos para delegado do seu órgão, fatalmente será reprovado no exame psicotécnico, instrumento que pode segregar uns e beneficiar outros, especialmente os filhos de umas autoridades que estão se aposentando ou aposentadas. Essa é a abominável realidade das nossas corporações de segurança que parecem não ter mais concerto.
|



