Sobre mim
| Politiquinha |
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| Qui, 15 de Abril de 2010 08:52 |
Tudo indica que a “Terra das Dianas”, mais uma vez, repetirá os mesmos erros do passado e de sempre. Vai continuar sem um representante na Assembléia Legislativa estadual. Todo ano eleitoral é a mesmíssima coisa: políticos se engalfinham e não se entendem. O resultado é a divisão dos partidos ao meio, principalmente o PMDB, que de alguns anos para cá fez da dissidência uma tradição (saudades do velho Ulysses).As cidades em torno de Dianópolis, como Arraias, Natividade e Taguatinga sempre elegem seus representantes, embora sejam menores do que essa que é considerada pólo do Sudeste Tocantinense. Falta àquele povo o sentido de união, embora quase todos os candidatos, em todas as eleições, sejam parentes, pertencentes a famílias tradicionais. Mas a tal da vaidade impede que os acordos em prol do bem comum sejam selados. Agora, mesmo, Paulo Roberto, o Poly, que labuta ininterruptamente na seara política há vários anos, pretende se lançar como candidato a uma cadeira no Legislativo estadual. De outro lado, Hagahús, neto de tradicional político da cidade, também demonstra a mesma pretensão. Detalhe: ambos são do mesmo partido (PMDB), mas apoiados por líderes distintos. Quem perde com isso, como sempre, é o povo, que provavelmente continuará sem representante no cenário político tocantinense. Na ausência de alternativas, é preciso que se busque a benevolência dos candidatos da região, no sentido de trazer para o município o que os filhos da terra não conseguem. Sem falar que em Dianópolis não faltam os velhos políticos oportunistas e fisiológicos, que em ano de eleição se aproveitam para apoiar quem mais lhes convêm, pouco se lixando para os interesses do município. Não raro, outros candidatos se aproveitam dessa desunião histórica dos representantes dianopolinos e retiram-lhes votos preciosos, os quais seriam importantes para eleger um filho da terra. É simplesmente vergonhoso – constrangedor até – que uma cidade de história, cultura e berço como Dianópolis não consiga eleger um representante político de expressão estadual, muito menos nacional. E não é por falta de pessoas qualificadas, afinal são muitos os que poderiam pleitear uma cadeira sem qualquer dificuldade. A dificuldade está na catarata que envolve os olhos de cobiça de muitos políticos, que não conseguem enxergar além de seu umbigo. Como é necessário que haja partidos e somente esses podem lançar candidatos, o povo fica refém dos conchavos, das promiscuidades e dos interesses mesquinhos de um grupelho que nada ou pouco faz em benefício da coletividade. O povo de Dianópolis é unido nas confraternizações, solidário nos momentos de tristeza, esbanja alegria e traz o carnaval no peito, além de ser hospitaleiro e de espírito nobre. Porém, quando o assunto é política, parecem baixar o retrocesso e carranquismo de outros tempos, que não cabem mais nos dias de hoje, totalmente ultrapassado. Pode parecer ingenuidade de minha parte, mas não seria muito mais viável se apenas um candidato representasse a cidade? Sairia de lá praticamente eleito, desde que contasse com o apoio de todos os partidos, de todos os eleitores. Tudo bem, sei que isso é apenas utopia, é querer demais para uma cidade que ainda não conseguiu eleger sequer um deputado genuinamente filho da terra. Moro em Palmas há treze anos e, portanto, voto aqui. Mas também sou filho de Dianópolis e me orgulho disso. Gostaria de ver minha cidade bem representada no Estado. Por enquanto, a única coisa que conseguimos fazer é dar vexame em ano eleitoral, com nossa politiquinha retrógrada e rasteira. Vivemos num eterno paradoxo: de um lado, cultura, sabedoria e história. De outro, ganância e visão estreita. Mas ainda é tempo. Quem sabe uma rajada de bom senso invada os corações dos homens que comandam o destino daquele povo? Dídimo Heleno, advogado, membro das Academias Dianopolina, Palmense e Tocantinense Maçônica de Letras |




Tudo indica que a “Terra das Dianas”, mais uma vez, repetirá os mesmos erros do passado e de sempre. Vai continuar sem um representante na Assembléia Legislativa estadual. Todo ano eleitoral é a mesmíssima coisa: políticos se engalfinham e não se entendem. O resultado é a divisão dos partidos ao meio, principalmente o PMDB, que de alguns anos para cá fez da dissidência uma tradição (saudades do velho Ulysses).