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| Políticos do Tocantins a velha politicagem |
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| Ter, 09 de Maio de 2006 20:02 |
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Engraçado como o Tocantins, estado tão novo, que poderia está evitando os erros cometidos por outros estados no passado, poça ter, ainda, pessoas que lutam para ver as nossas instituições “novamente” dirigidas e controladas por uma só caneta, um só gabinete. Verificando a política de outros estados, perceber-se que existe um modelo a ser seguido em todos eles. Nosso estado é adolescente e ainda tem muita história pela frente, mas antes do seu quinto ano de existência, fora injetado na cabeça do povo um “modelo político” a ser seguido. Temos políticos no nosso estado que, com toda certeza, se espelham neste modelo e sonham até mesmo superá-lo um dia. Pior ainda, é ver que este próprio “modelo imposto” que foi criado nos primeiros passos desse Estado, não tenha se contentado e queira por todo custo galgar paços ainda mais longos. Na Bahia, por exemplo, o modelo do político a ser buscado é a de Antônio Carlos Magalhães. Esteve dezena de anos no poder público e se tornou “sinônimo” de “poder”. Praticamente um dos muitos impérios montados dentro da recente república federativa do Brasil. Filho e neto deram e darão continuidade aos seus grandiosos “projetos”... Analisando mais um pouco estes “modelos”, notamos também que sempre que eles se deixam levar pela “politicagem” não voltam mais. O que seria politicagem? Ora, é a anticampanha. Onde o candidato que se vê arrochado nas pesquisas, ou como se prevê aqui no Estado, nos levantamentos dos índices de probabilidade de votação, lança mão de expedientes mesquinhos e pequenos para ofender seu adversário e desviar sobre ele os olhos críticos do eleitorado. Isso gera desencanto e um profundo pessimismo para o futuro de um estado ou nação. Mas o que sumamente entristece é ver que o eleitor ainda aceita esse tipo de argumento mesquinho e inicia uma dança de índices. A pergunta que fica sem resposta é: Será que a cabeça do antigo (experiente) povo goiano que lutou por este estado, regrediu cronologicamente e foi equiparada a atual idade do Tocantins? Deixar-se manipular por argumentos que devastam a imagem do adversário não induz a se concluir que o manipulador será melhor ou tenha imagem impoluta. Não bastasse isso os revides são ferozes e a insensatez tomará dimensões ainda maiores no decorrer dessa eleição. Aquele candidato que tomar distância de toda essa trama, obviamente, seguirá seu plano de campanha e chegará ao poder. Questiona-se assim, o intelecto daqueles que se engalfinham em busca de espaço fazendo até mesmo greve de fome. A manipulação pode alcançar seus objetivos imediatos, porém, se continuar nesse passo não alcançará, com certeza, o único objetivo que é chegar ao poder. O melodrama continua...Como garotinhos birrentos...Será que teremos outra greve de fome? Como aquela que foi instituída no passado, para que “ficasse” na cabeça do povo como o “único fator” de criação do nosso estado? Cabe somente ao povo tocantinense definir se isso irá tornar-se ponto de referência para as próximas eleições. Votar em um candidato ao Governo de um estado é definir os novos ou velhos rumos que ele seguirá. Essa responsabilidade é de cada um, portanto, inalienável e intransferível. Não cabe deixar-se manipular por argumentos irresponsáveis, porque eles também falam sobre o caráter daquele que os usa. Ao lado disso, o discernimento, a maturidade e a consciência do eleitor ao votar é que definirão se o Tocantins do futuro poderá ser celebrado com a esperança de dias melhores ou simplesmente nos colocará novamente no caminho triste do desalento e do desemprego que continua a gerar a violência e a insegurança. Mário Sérgio Melo Xavier |



