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Péra Tu, bezerrão! PDF Imprimir E-mail
Qua, 02 de Junho de 2004 16:48

O causo, lordíssimo, abaixo foi enviado por Robim. Eu também já ouvi muito esta história lá em DNO. Deve ser verdadeira...

“Às vezes tento não “dar moral” aos diversos casos bizarros que ouço todas as vezes que vou à Dno. Casos como os que aqui já publiquei e que sem dúvida são sensacionais, únicos, pois não escuto coisas parecidas em nenhum outro lugar. Porém, não agüento, dou muita risada e acabo escrevendo por acha-los fenomenais. Por exemplo:

- Onde um cara consegue cair de bicicleta em cima de uma cobra?

- Onde uma pessoa tenta calçar uma rural com um pedaço de cuscuz?

- Onde alguém encontra uma caximbetinha caída dentro de um bueiro?

Enfim, se você, caro leitor, ouvir casos parecidos por aí, mande-me e-mail, pois até que me provem em contrário, não acredito essas bizarrices aconteçam em outro lugar.

Nas minhas andanças lá pelas bandas de Dno, tomando uma cerva aqui outra acolá, batendo papo com os amigos, eis que ouço esse caso, como segue:

Era década de 80, época em que as normas familiares eram rígidas, muitos tabus, os pais traziam a criação dos seus filhos “na ponta da faca”, ou seja, horários e limites rigorosamente controlados. Vivi, aquela época e sei muito bem que mesmo assim a gente dava nossos “pulinhos”. Eram namoricos regados a muito beijo e muito amasso, mas que no fundo não passava disso, obrigando-nos a voltar pra casa “em ponto de bala”.

Trata-se, portanto, de uma família humilde, salvo engano eram crentes praticantes, moravam nas imediações da Rua São José. O patriarca era muito conhecido na cidade por ser torcedor fanático do Goiás e do Botafogo. Brigava, discutia ferrenhamente em nome da sua paixão futebolística, e era cabeleireiro.

Eis que tinham uma filha e essa era criada com esmero, com cuidados, ensinamentos, inclusive doutrinada sob a batuta da sua igreja:

- Óia minha fia, num vai dar ousadia pra esses môços por aí.

- Tá bom meu pai! Eu nem olho pros meninos.

- Mas cuidado mesmo minha fia. Esses meninos andam pra “pegar o dano”, são muito salientes.

- Podexá painho.

Com o passar do tempo a moça acabou se engraçando com um rapaz das sua idade, uns 17 anos. Era um colega de escola, rapaz naquela “fase crítica” da adolescência, não pode nem ver perna de mesa que já babando.

Começaram a paquerar; ele vinha deixa-la na porta de casa todo dia após as aulas e ficavam ali por alguns míseros minutos. Isso seguiu por meses com o consentimento do pai, que sempre alertava sua filha para “vigiar”, não cair nas tentações da carne. Mas o tempo foi passando e o desejo entre ambos aumentando, os beijos ficando mais calientes, os abraços mais apertados, a libido em alta.

Até que um belo dia, ao voltarem da aula, era noite e o casal sentou-se na calçada alta que tinha porta da casa da moça. Conversaram... quando começo a “pegação”, como vinha acontecendo nos últimos encontros. A iluminação das ruas naquela época era precária, uma vez que a energia era proveniente da antiga Usina da Cachoeira da Luz, tornando o ambiente propício para acontecimentos como este.

Pois bem, estava lá o casalzinho, grudadinhos, naquele love, pega aqui, pega acolá, beija aqui, mão naquilo, aquilo na mão, e no calor das carícias e beijos o rapaz tira a blusa da moça e parte para uma sessão de “amamentação”.

- Para fulano, meu pai disse que isso é pecado. Não posso fazer isso! Não...por favor!

- Então você não gosta de mim né? Você não me ama? Pensei que você gostasse de mim...

- Não é isso meu bem. Gosto sim...Mas...É...Ai meu Deus...

O trem foi esquentando cada vez mais e o rapaz estava lá “apojado”, chega espumava o canto da boca era aquele “melexeti”.

Quando de repente o pai da moça, que já dormia, ouve alguns gemidos e abre a janela devagar. Ao se deparar com aquela cena, sua filha ali naquela situação, sem a blusa e o rapaz a molestando, o pai não se conteve e berrou alto:

-PÉRA TU SEU BEZERRÃO!!! VAI MAMAR NO PEITO DA SUA MÃE SEU FILHO DA P....!!!!

Foi aquele corre-corre, o rapaz saiu correndo e nunca mais apareceu. A moça, coitada, levou uma surra e nunca mais botou a cara na porta-da-rua.

Agora me digam: Pode um negócio desses?”