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Seguem os reis sem coroas, incestos. Rejeitos à-toa que mordem as leis; Herdeiros de uma impura cultura! Sob o tango das falcatruas Tecerão prementes imposturas E em bandos sitiarão Tantas ruas ausentes de luas... Vestir-se-ão e hão de ser transparentes Pelo evidente crime no rosto da sua gente Viverão e hão de se amarem, até se matarem Pela crua noção que cria e desnuda. Seguir-se-ão sem governo, Numa Nação de enfermos, E empurrarão um carrossel à esmo. Jamais presenciei tanta angústia in genti em tanto rosto inocente. Jamais lamentei tantos direitos perdidos, e tantos valores esquecidos. Jamais vi tanto castigo, nas casas sem telhas do sol, em abelhas sem abrigo e sem arrebol. Aonde irão os filhos da pressa e do silêncio? E por que mãos se vão? Aonde irão os filhos sem letras que não aprenderam Os seus direitos reivindicar, apenas, pelas mãos esmolar? Aonde irão os Meninos-Homens de amanhã, relegados por um Clã, se ainda possuem afã? Aonde irão os herdeiros do Celeiro do Mundo, Filhos da Pátria sem fundos, a mendigar pelas mãos? Que melhor destino hão de alcançar - Pobres meninos, senhores nus de imagens – Mesmo se almejarem ser doutores numa real escola, Se já nos são mortos pela história; Tortos em trajetória, ou negros numa memória? É certo, também, que nem tanto AMÉM, Além do sermão religioso que um Estado queira, Já consola a vida que resiste pela teima. Se o que se assiste na sacola vazia de um dízimo É a fraca safra de uma esmola que filia. Acudam esses meninos, sem destino e sem graça! Que se escudam no hino das armas, E fingem viver pelas praças. Ora fazendo festins, por pirraça, Em suas cambojas tupiniquins. Ora amando suas amantes, Nesta Vietnã de débeis românticos! Quiçá, o Homem Onipotente há de intervir. Há de medir que eles nos são aflitos antes que potentes, E que neste conflito expiante, A vida já estar a remir Por este alucinante PARQUE DE ILUSÕES. Zilmar Wolney Aires Filho (Zilô), advogado, professor universitário, pós graduado em Processo Civil
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