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Paraíso dos bandidos PDF Imprimir E-mail
Sex, 14 de Janeiro de 2011 10:37
O Brasil, como se sabe, é um paraíso para bandidos de todas as esferas. De Tommaso Buscetta a Ronald Biggs, foram muitos os meliantes internacionais que procuraram guarida em nosso território. Para manter a tradição, o agora ex-presidente Lula, no seu último ato como presidente resolveu impedir a extradição do assassino italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por ter ceifado a vida de quatro pessoas, além de deixar um jovem, filho de uma das vítimas, paraplégico.

A irresponsabilidade de Lula tem uma única justificativa: Battisti é terrorista de esquerda e, portanto, na visão estreita dos petistas radicais, isso é plenamente permitido. A ideologia fajuta do nosso ex-presidente falou mais alto na decisão de manter o italiano livre para voar em plagas brasileiras, sem contar o desrespeito cometido com a Itália, um país que mantém historicamente um bom relacionamento conosco. Luis Inácio entende que caso fosse permitida a extradição do assassino para a terra natal, sua integridade física estaria em risco, além do que alega tratar-se de perseguição política.

Por óbvio que os italianos ficaram revoltados ao serem tratados como nação tirânica, embora lá vigore a mais pura democracia. As incoerências de Lula beiram as raias da insanidade. Num caso recente, dois boxeadores cubanos foram mandados de volta à ilha castrista, ainda que tenham implorado para permanecerem no Brasil, mas, nesse caso, estava-se diante da afronta a uma ditadura de esquerda e esse tipo de regime também é permitido na visão medíocre do nosso ex-presidente. O que não se tolera é a ditadura de direita.

No caso dos cubanos, Lula pouco se importou com a integridade física deles. Mandou-os de volta para as garras de Fidel e lá sofreram e continuam sofrendo todo tipo de perseguição, sem falar nos castigos corporais. Outro regime que é apreciado pelo Brasil-petista é o do Irã, um país que apedreja suas mulheres ao menor sinal de que tenham cometido adultério. Quando Sakineh Ashtiani estava na iminência de ser condenada à morte, Luis Inácio deu de ombros e disse que não era de bom tom interferir na soberania de outros países. No caso da Itália, pouco se importou com a afronta que estava a cometer, afinal lá vigora um governo de direita.

Quanto aos presos políticos cubanos, que solicitaram clemência a Lula, quando este esteve na ilha, achou por bem compará-los aos presidiários de São Paulo. A lógica lulista é totalmente distorcida e a sua atitude envergonha o Brasil. A Itália promete recorrer à Corte Internacional de Haia para resolver a situação, visto que os familiares das vítimas sentem-se humilhados enquanto o assassino terrorista certamente aproveitará as praias brasileiras, gozando de uma liberdade concedida em nome da ideologia.     

Como disse o ex-chanceler brasileiro, Francisco Rezek, quando Lula impediu a extradição afrontou uma decisão do STF, que havia decidido no sentido contrário, sem contar que há um tratado entre Brasil e Itália que foi desrespeitado. O ato do ex-presidente é simplesmente ilícito. Nunca antes na história deste país um homem que cometeu tantos dislates saiu da presidência com índices tão altos de popularidade. Como a jabuticaba, é mais uma das nossas típicas exclusividades.

Dídimo Heleno, advogado, membro das Academias Palmense, Dianopolina e Tocantinense Maçônica de Letras.