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“Os livro” e “as elite” PDF Imprimir E-mail
Qua, 29 de Junho de 2011 11:50
Segundo a nova sistemática do ensino público brasileiro a frase utilizada como título deste artigo poderá ser considerada correta daqui em diante. E quem ousar repreender aquele que se expressar dessa maneira estará cometendo “preconceito linguístico”. É o fim da picada!

E o pior é que os que defendem essa atrocidade o fazem, quase sempre, em nome de uma “ideologia”. Em vez de qualificar as pessoas por meio da educação, permitindo-lhes maiores possibilidades de melhorar de vida, admite-se passivamente o erro, caso contrário estar-se-ia discriminando os menos favorecidos. Isso permitirá que boa parte da classe política continue nadando de braçadas, afinal um povo rude é bem mais fácil de domar.

Virou moda a defesa insana das faladas “minorias”. Num artigo que li recentemente, do jurista Ives Gandra Martins, ele se disse discriminado por ser heterossexual e branco, o que o estimulou a sugerir, de forma irônica, que poderia reivindicar uma bolsa, ajuda de custo ou um vale qualquer do governo. Proteger os que assassinam o vernáculo é o cúmulo do exagero, para não dizer inconstitucional, já que o art. 13 da Constituição Federal determina a obediência à língua nacional.

Pelo que me consta, dizer “os livro”, “as elite”, “nóis vai” ou “nóis foi” será sempre errado e não faz parte da língua culta. Uma nação que não se preocupa em ensinar o seu povo a se expressar de forma correta está fadada ao fracasso. É certo que nas ruas os homicídios contra o português são bastante comuns, mas não cabe ao MEC oficializar o erro, permitindo que se ensine nas escolas o desprezo pelas regras gramaticais.  

O grande propagandista da “liberdade” de se expressar foi Lula, que enquanto presidente fez o favor de jogar na lama o idioma nacional, utilizando-o muitas vezes de forma grosseira, decapitando o plural, degolando as concordâncias, num verdadeiro e despreocupado estupro da gramática.

Como diria o nosso paladino da ignorância, tudo isso é culpa “das elite”, que discriminam os desprovidos de educação, que não tiveram acesso aos livros e, por isso, estariam autorizados a falar de qualquer jeito, desde que consigam se comunicar. Por diversas vezes eu disse, por meio de outros artigos, que Lula fazia apologia da ignorância. Agora, um livro direcionado ao ensino público traduz com todas as letras (ou falta delas) a vontade do ex-chefe.

O Ministério Público, certamente, tomará as devidas providências e impedirá que esse famigerado livro seja utilizado nas escolas públicas do país. A vontade é de dar voz de prisão aos autores dessa pérola da literatura, gritando em alto e bom som: “Teje presos!”

Dídimo Heleno, advogado, membro das Academias Palmense, Dianopolina e Tocantinense Maçônica de Letras