Sobre mim

O puxa-saco PDF Imprimir E-mail
Seg, 15 de Agosto de 2011 08:43
Quem me conhece no trabalho ou é mais próximo de mim, sabe que odeio quatro coisinhas básicas que ocorrem num ambiente de trabalho: preguiça, incompetência, falsidade e “puxa-saquismo”. Muita gente deve me achar o cara mais enjoado e crítico, mas se for averiguar a fundo, quem acha isso tem alguma dessas “inqualidades” acima, senão todas. Já comprei enumeras brigas feias por causa da minha intolerância a este tipo de coisa, inclusive com consequências para mim (lógico, o lado mais fraco da corda). Mas o que mais me deixa irritado mesmo é quando me deparo com o tal do puxa-saco. Êêêê raça ruim! É o tipo de gente mais repugnante que existe, principalmente no serviço público e no meio político,  onde mais existe.

O puxa-saco é fácil de ser identificado, porque ele não faz cerimônia quando quer aparecer ao lado do seu chefe. Praticamente em todas as ocasiões está sempre disposto e pronto a ajudar, opinar sobre situações pontuais, para depois “apoiar”, dizer que tudo está bem (embora não esteja) e que o chefe é maravilhoso, que suas decisões são divinas e no final do expediente, adoram ficar para falar mal de quem realmente trabalha. Eles carregam consigo até um jargão: “É melhor puxar saco que puxar carroça”. Já ouvi muito essa frase. Quem as pronuncia concordando com ela, são pessoas vis que só “trabalham” em benefício próprio, na base do “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Os puxa-sacos agem por impulso e são capazes até de ameaçar, ferir e até matar alguém que fale mal do seu chefe. Se há alguma denuncia que esteja fora da legalidade, da normalidade, ao invés de apresentarem dados, defender de forma técnica, mostrando o outro lado da história – como fazem os profissionais realmente preparados para exercer as suas funções -, os puxa-sacos ameaçam, xingam, procura difamar o adversário de todas formas, com calúnias e argumentos superficiais.

Todo mundo sabe bem do que estou falando e sem querer entrar muito no mérito da questão política, onde sabemos que existe uma gama enorme de gente com as mesmas características, graças a Deus existe também os contrapontos em diversos seguimentos: Os técnicos, os competentes, os questionadores, os proativos, pessoas que são “pau para toda obra”. São esses profissionais (felizmente a maioria) que “salvam o pomar”, diante das “maçãs podres” encontradas nas “plantações” das esferas públicas e privadas.

Mário Sérgio Melo Xavier