A globalização trouxe como efeito colateral a tendência à unanimidade das opiniões publicadas em artigos e revistas especializadas das mais diversas áreas, em muitos casos só muda o idioma e a redação, mas as conclusões são basicamente as mesmas.
O problema é que, na maioria das vezes, não se trata de coincidências de pesquisas diferentes com idênticos resultados, o que confirmaria de forma definitiva o acerto das conclusões.
Infelizmente o que se observa e a repetição, (Plagio?) de matérias publicadas por meia dúzia de especialistas, considerados os “papas” na matéria em questão e que, por tanto, suas opiniões não se discutem apenas se copiam. É a generalização da ”lei do mínimo esforço”.
Uma conseqüência clara desta situação é o recente estouro da “bolha” imobiliária americana que provocou uma crise econômica mundial sem precedentes.
Todas as grandes corporações contratam, a preço de ouro, equipes de analistas para apresentar cenários do mercado futuro dos principais indicadores econômicos, nenhum destes analistas conseguiu prever a “bomba” que detonaria logo em seguida, mesmo que os sinais estivessem bastante evidentes (hoje existe também “unanimidade” sobre isso).
Por quê? É simples, os “papas”, por conveniência ou incompetência, diziam que estava tudo bem e o resto seguiu o “efeito manada”. Poderiam as empresas lesadas mover um processo contra os seus analistas por estelionato ou no mínimo para que devolvessem os salários recebidos indevidamente.
Uma situação semelhante e o que se vê com a nova “unanimidade” formada, sobre o Aquecimento global, alguns “papas” publicaram o resultado de suas pesquisas e pronto, ninguém discute, se instalou novamente o “efeito manada”, qualquer cientista que ouse discordar do pensamento dominante não é levado a serio, seus artigos dificilmente são publicados e não consegue verba para pesquisa.
A grande questão é sobre a parcela de “culpa” que caberia ao homem no aumento da temperatura global e aí o vilão e o CO2. Mas, o que é CO2? Ao contrario do que muita gente pensa não é um gás toxico, ao contrario, e também chamado o “gás da vida”, sem CO2 não existiriam as plantas e está demonstrado que o aumento deste gás melhora o seu desenvolvimento.
Seria então um aumento exagerado provocado pela industrialização ocasionando o “efeito estufa”? Pode ser, mas. Em que medida e desde quando? A capacidade do homem para emissão de algum tipo gás começou com a revolução industrial inglesa no máximo 400 anos atrás, acontece que o atual ciclo de aquecimento do globo terrestre teve inicio á aproximadamente 12.000 anos, final da ultima glaciação, quando a terra estava quase inteiramente coberta de gelo, desde aquela época a temperatura bem aumentando. Quem é o culpado do aquecimento dos outros 11.600 anos?
Por outro lado, se estima que a emissão natural de CO2 (vulcões, vegetação, etc.) e da ordem de 200 bilhões com variação de 40 bilhões para cima ou para baixo, atualmente o homem emite aproximadamente 6 bilhões, apenas 3% do total, imaginando que no “carnaval” montado em Copenhague se reduza pela metade. Qual é a diferença?
Nestes dias foi noticiada uma descoberta muito interessante, cientistas brasileiros da estação polar revelaram que, ao contrario do que se imaginava, o gelo da área continental do circulo polar antártico não só não está diminuindo como está aumentando, o surpreendente é o fenômeno a quem se atribui a proeza, o buraco de ozônio; pois é ele mesmo, a quem até agora se atribuía todo tipo de desgraças.
Isso mostra mais uma vez, a fragilidade de todas essas teorias que tentam explicar e controlar fenômenos cíclicos que acontecem em um planeta minúsculo que faz parte de um sistema solar sobre o qual o conhecimento humano está apenas engatinhando.




