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O evento carnaval como instrumento de homenagens e crítica social PDF Imprimir E-mail
Qui, 03 de Março de 2011 20:47
O carnaval, que na história, estaria intimamente ligado à uma prática religiosa, em relação à fertilidade do solo. Foi, também, inserido no calendário pela igreja, e hoje, antecede, como marco, o período de quaresma. Mas, no entanto, agora, dada a sua grande difusão, revela-se um instrumento eficaz, para se prestar homenagens aos grandes nomes da história; e de outro, apresentar críticas construtivas às atuações, repudiadas, no contexto político e social.

Outrossim, se nos grandes centros, como a sapucaí, no Rio de Janeiro, o evento virou palco de disputas, entre traficantes e bicheiros, para, através de patrocínios, proceder à lavagem e controle de um dinheiro ilícito. No interior, a cada dia, o evento reencontra a sua tradição e folclore. Por isso, as marchinhas, de João de Barro, o entrudo, os blocos de rua, as cinzas, vão se reafirmando como práticas insuperáveis.

Não se pode ignorar que o evento, também, termina revelando traços marcantes, regionais, sobre os costumes, folclores e tradições. E, de outro lado, tem adotado posturas, interesses, através de seus blocos, como críticas sociais, políticas, e homenagens aos grandes personagens da nossa vida cotidiana.

O carnaval da Terrinha cresceu. Criou camarotes. Importou bandas musicais e incrementou inúmeros blocos. Agora, as agremiações rua de baixo e rua cima são apenas oceanos, de onde surgem lagos, como Ordinários, Bat-xó, Bostorós, Jeguerês, Zorra, e daí em diante. O importante, é que, todos, num misto de alegria e descontração, constituam, por alguns dias, o felizes foliões da  passarela Dianópolis-TO.

Outrossim, já era tempo, de acolhendo, a retomada do inesquecível Clube Uirapuru, hoje, Ambiente da Melhor Idade, adotarmos o foco de homenagens aos foliões, tais, como o saudoso Gustavo Macedo, articulador do Bloco dos Caretas. Os músicos Zé de Bento e Edilton de Souza Lima, em seus memoráveis gritos carnavalescos, animando a festa, sem embargo de anônimos e incontáveis foliões da nossa história.

E, por fim, acolher o ensejo, também, para as providenciais críticas construtivas, políticas e sociais, tais como:

Fora PACH´S, fora Crack´s, em Terra de lei, hidrelétricas e bandido não tem vez. .... Pois, eu mato, eu mato, quem roubou minha cueca prá fazer pano de prato...

Vem prá DNO, mas não faças reféns! Aqui nunca foi Terra de Ninguém!.....Vem no swingue da cor, relaxar o calor, e quem sabe me amarrar....

Disse o computador, o promotor já anotou, o vereador se corrompeu. Ala la oh, oh, oh. Mas, que calor, oh, oh.

Pães, pela manhã, na folia. De Magalhães a irmã aranzazu, os foliões, a cada dia, reinventam a cultura. Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil......

Enfim, de ordinários a jeguerê, a folia se imortaliza, rumo a bat-xós, zorra e bostorós.  Por isso, em terra de São José, o folião samba com fé.

Zilmar Wolney Aires Filho, advogado, professor especialista em Processo Civil e mestrando em Direito.