Sobre mim
| O espírito natalino dos que prosseguem na jornada |
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| Ter, 07 de Dezembro de 2010 18:23 |
Não raras vezes, ouvimos alguém pronunciar: não gosto de natal, porque é muito triste, e me faz lembrar pessoas, amigos, parentes, que já não estão em nosso meio. E, por fim, assevera, porque o natal é símbolo de família, e traz uma carga melancólica de momentos, lembranças.Acontece que a ausência de alguns, muito embora sentida, não pode estancar a alegria e os momentos dos que permanecem na jornada. A vida prossegue, e devemos sequenciá-la com aqueles que ficaram. Com os outros que chegaram para somar, e se agregaram ao nosso meio, multiplicando a família afetiva ou consanguínea. Cada dia temos mais convicção que as lições religiosas-cristãs nos orientam, acima de tudo, contra os excessos, sem embargo das condutas anti-éticas, imorais e ilícitas. Se o vinho e o pão, por exemplo, foram multiplicados nas bodas de Canaã, foi para que os festejos continuassem. Os excessos oriundos daí são outra história. Ou seja, a semeadura é livre e a colheita obrigatória! De outro lado, cabe refletir, que não é porque a festa natalina nos convoca a celebrar o nascimento de Jesus Cristo, inclusive com reflexão e reforma moral interior, que nós tenhamos que aderir a todos os apelos comerciais, tornando-nos pródigo, imprevidentes, em nome apenas da exortação de uma ceia, muitas vezes, farta de alimentos e bebidas, mas, em algumas ocasiões, pobre de afeto e espírito cristão. O natal é grandioso, sim, por tudo que conspira para o reencontro da família e amigos. Para apreciar o costume, folclore e tradição, em exuberância, através dos cânticos natalinos, novenas, e pelos presépios (lapinhas) jungidos de crença, fé, devoção e amor ao legado do maior dos homens que esteve em nosso meio – o Rabino da Galiléia. Por isso, feliz natal a você, amigo, amiga, irmão, irmã, conterrâneo, familiar afetivo ou consangüíneo, e até mesmo aquele ou aquela que se intitule nosso inimigo. E, principalmente, feliz natal a você, que porventura, o seu mais próximo tenha se esquecido de cumprimentá-lo. Por isso, em nome desse, nós o cumprimentamos, para que não se ressinta, e se incorpore do espírito cristão. E, sorria, apesar de tudo e de todos, porque o Menino Jesus vai renascer em cada coração, revitalizando a sua eterna lição de amor e caridade – rumo inexorável, de todos nós, para se alcançar a verdadeira felicidade. Zilmar Wolney Aires Filho (Zilô), advogado e professor universitário, especialista em Processo Civil e mestrando em Direito Civil
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Não raras vezes, ouvimos alguém pronunciar: não gosto de natal, porque é muito triste, e me faz lembrar pessoas, amigos, parentes, que já não estão em nosso meio. E, por fim, assevera, porque o natal é símbolo de família, e traz uma carga melancólica de momentos, lembranças.