Sobre mim

Ô abre alas que eu quero mijar PDF Imprimir E-mail
Sex, 18 de Fevereiro de 2011 06:07
No dia 4 de março de 2011, nós participaremos de mais um Dianofolia, e este está prometendo ser muitíssimo especial, pois nem mesmo a rede hoteleira suportou a aglomeração de turistas. Mas espere um pouco aí, não é uma Brastemp de gente assim não, é nossa rede hoteleira que precisa ser ampliada mesmo! No entanto, estamos vendo muitos abadas à venda, blocos já se organizando, bandas já escolhidas, camarotes instalados, cada qual procurando um canto pra dormir... Até aí tudo bem, mas uma coisinha muito séria me preocupa e tenho certeza que muitos aqui dirão: “Valei-me, é mesmo, já imagino como isso vai ser!”.

Falo aqui dos “banheiros” químicos e não químicos que serão disponibilizados durante a folia. Se Dianópolis tradicionalmente já não tem o cuidado de fazer o cálculo de quanto dinheiro girou durante a folia, quanto cada segmento arrecada, quanto a própria prefeitura arrecada, quantos turistas passam por lá, imagine calcular a quantidade de urina que será despejada nas ruas durante a festa. Mas uma conta é certa, poucos banheiros + ruas livres + multidão + bebida= muito xixi... Alguns em resumo diriam que é falta de “educação” do povo, outros letrados diriam que é ato obsceno, portanto crime doloso sem tipificação culposa. O restante diria que é coisa de brasileiro mesmo, ou seja, sinônimo de gente sem costume.

Já eu diria que não é apenas falta de educação, mas sim falta de banheiro mesmo, porque a falta de educação está presente no dia a dia da gente e isso é um outro problema a ser resolvido, que muitas vezes vem até de berço! Se é crime, como já até vi na TV prendendo gente no Rio de Janeiro, devo discordar um pouco em alguns casos, pois para que haja a consumação do crime, seria necessário que alguém mostrasse as partes intimas em lugar público, aberto ou exposto ao público. Sendo assim, é obvio que alguém que tenta esconder as partes íntimas, urinando num cantinho de costas para a rua, atrás de um arbusto ou em outro canto aonde não é provável que alguém possa  vê, assuma o risco de produzir os resultados, assim excluindo o dolo eventual.

Além disso, é necessário que o comportamento do indivíduo tenha algum fim erótico. Outra coisa, falar que é coisa de brasileiro é uma hipocrisia lascada, visto que em um país onde se vê nego esconder dinheiro público na cueca, dentro de sutiã e ficar impune, não dá para exigir de quem urina na rua não. Quando se estima, por exemplo, que teremos em torno de 5.000 pessoas na praça principal e só disponibilizaremos 10 banheiros químicos, a proporção aí não vai bater nunca, portanto, impossível que não urinem nas ruas. De outro modo, é obvio que existem as exceções, e estes que urinam fora do banheiro, mesmo tendo milhares deles disponíveis, aí sim, no meu entendimento, é uma falta educação tremenda!

No entanto, para não perder o pique do carnaval na hora de mijar, saia cantando: “Ô abre alas que eu quero mijar !” ou “MaMaMaMaMaMamãe eu quero, mamãe eu quero mijar!”. Infelizmente, se for no meio da rua, logo chegará um policial também cantando: “Aí não, pode não, a lei não permite não!”...

E bom carnaval pra todos!

Para saber como é e como funciona em outros lugares do mundo indico a leitura do texto através deste link.

Mário Sérgio