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Neste Natal queria que fosse diferente, fazer um Natal puramente tocantinense, completo em sua montagem, sendo naturalmente autêntico, usando nossa cultura e riqueza, sem nada, nada, copiar de fora! Minha pequena árvore, um pé de caju, com suas folhagens bem largas enfeitando, lindas flores e frutos do cerrado, diversos tipos, todos coloridos, mostrando a alegria bem nata oriunda da essência de nossas matas. Luzes piscando ao redor, nas cores da nossa bandeira, verde, amarelo, azul e branco. Dizendo para quem lhe pode ver, que estamos vivos, alertas, felizes...Sobrevivendo... Nada de presentes em volta, só crianças sentadas, observando com alegria, cantando, tentando mostrar que a esperança ainda se encontra presente, marcante, batendo incontinenti no coração tocantinense. Uma mesa bonita, grande e farta, só de frutas do cerrado: manga, buriti, abacaxi, pequi e oiti...Muita laranja, caju, mangaba e banana... Nada de muita comida além, a não ser uma buchada, um pão velho regado com água de coco... A música, um som bem nativo, nada de muito estridente, mas só bem cadenciado, o molejo e o trinado, de um chorinho bem da terrinha, mostrando que nós brasileiros buscamos em nossas raízes, a verdadeira faceta da nossa identidade. Papai Noel de bermudas, descamisado, já que aqui é verão, nada de barba comprida, trenó Pra quê? Se nem neve nós temos? Viria de barcaça ou jangada, sairia de dentro do rio Tocantins ou Araguaia. Suas renas seriam botos rosas ou quem sabe, até garças. Elas o trariam contentes, cercados por andorinhas, seguidos de outros passarinhos... Araras, papagaios, periquitos canários, sabiás e bem-te-vis. O calor dos nossos dias é como um imenso coração, sempre aberto e hospitaleiro, batendo com magia, euforia, solidariedade, amizade, amor pelos seres humanos, que são nossa sociedade, vibrante por uma grande união. Presentes? empregos, saúde, escolas... O fim dos desabrigados, o fim da violência hostil, o “não” a corrupção, E numa bela união: políticos versus o povo em prol de uma solução! Feliz Natal TOCANTINS! e Viva a ESPERANÇA! Mário Sérgio M. Xavier
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