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Natal, inesquecível lição! PDF Imprimir E-mail
Qua, 22 de Dezembro de 2010 00:00
Ainda que fictício, aquele fora um natal no mínimo inusitado, haja vista a surpresa provocada por um simples erro: a troca de presentes...

Mas, a lição de otimismo ministrada naquela ocasião ficou eternizada nas mais sensíveis memórias...

As luzes tremeluziam em todos os pontos daquela cidade, anunciando mais um período de encantamento e deslumbre. A energia astral   sentida naqueles dias era contagiante;  o  corre-corre das pessoas buscando organizar festas, confraternizações, compra de presentes, envio de cartões com votos de boas-festas, etc... E  o  amor! Este sentimento tão sublime, nestas ocasiões, pode ser sentindo e vivenciado até pelo mais rude dos seres existentes neste plano.

Porém, aquela criança sonhava apenas com uma boneca!   Mas, aquele pai não tinha condições financeiras para proporcionar à filha a realização  de um sonho tão singelo...Então, resolve pedir ajuda e solicita a uma instituição dada a este tipo de prática,  que fizesse a doação e realizasse o desejo daquela criança. Quando o pacote chega, a menina  aos pulos,  extravasa toda a alegria em receber o tão esperado presente, naquele dia todo especial!

Que decepção... Aquilo só podia ser um engano;  era inacreditável! Uma muleta? O que é isto? Pollyanna só queria uma boneca! Aí a frustração e a tristeza...

O pai, então, num arroubo de sabedoria, convida a filha para jogarem o jogo do contente.

_ Que jogo é este? Indaga Pollyanna.

_Este jogo, minha filha, consiste em buscarmos o contentamento em qualquer situação que estejamos atravessando; significa buscar o lado positivo dos acontecimentos.

Como demonstrara desentendimento diante daquela situação toda, o genitor de Pollyanna explica que é preciso encontrar a alegria nas coisas ruins, e a partir daí, desenvolver atitudes otimistas, até mesmo quando tudo parece conspirar contra as nossas aspirações.

Sim, mas..., _ redarguiu a garota _ há alegria em receber um par de muletas de presente de Natal? O pai então esclarece: A alegria,  filhinha,  está no fato de “Nós não precisarmos delas”...

E a essência deste livro é uma verdadeira lição de vida!

E a vida, real,  como ela é? Diferente? Talvez...

E as nossas reações diante das adversidades oferecidas pela vida? De que maneira nos comportamos nestas ocasiões? Jogamos o jogo do contente quando nos frustramos?

A fase é de transição; em todo o planeta podemos vislumbrar a movimentação das pessoas em busca de algo mais, em busca de respostas para as suas inquietações mentais, principalmente no que diz respeito aos assuntos voltados para o mundo extra- sensorial... Noutras épocas, em períodos que prenunciavam a vinda do Cristo, estes mesmos questionamentos foram desenvolvidos com certo grau de complexidade, e pessoas de vulto foram friamente assassinadas, simplesmente porque ousaram implantar a dúvida nas inteligências mais aptas a perceberem as razões que impulsionam a curiosidade para tais indagações: Por que estou aqui? Por que sofro? Por que fulano  é rico e beltrano é pobre? Por que aquela pessoa  consegue andar, e alhures, existem condenados à imobilidade? Por que certos tipos da espécie humana têm saúde robusta, e outros parecem amargar em dores profundas e sofrimentos de diversos matizes? Tudo acaba com a morte? E a alma, para onde vai? Por que, porque, Por quê?

Emprestamos a Deus, as qualidades que são unicamente inerentes a condição  falível de seres humanos ainda em estágio de evolução. Evolução que deve ser buscada num todo complexo:  Moral, intelectual e espiritual.

A  natureza de Deus ainda nos é ininteligível, dada a nossa condição de seres imperfeitos;  e se somos imperfeitos (ignorantes sobre as verdades da natureza Divina), não possuímos sensibilidade espiritual apta a absorver, em plenitude, a essência divinal em sua total pureza e sublimidade.

Somos capazes de achar que Deus tem preferência por alguma das suas criaturas.

Audaciosos, concluímos que Deus é capaz de castigar...

Num verdadeiro devaneio artístico, atribuímos a Deus, um rosto à semelhança do nosso, com requinte nos traços envelhecidos, o “corpo” confortavelmente acomodado  numa poltrona, uma espécie de trono, de onde possivelmente Ele possa “brincar” com  peças,  a exemplo de um tablado de jogo de xadrez. Este é um quadro produzido em réplicas,  aos milhares, através da nossa fertilidade mental....

 Vamos mais além: em nossas conjecturas acreditamos numa força inferior paralela, uma espécie de força suprema do mal, e ainda nos permitimos descer em criações sobre a existência de  um  submundo comandado por esta força maléfica, imaginando que Deus tenha sido o criador da representação do mau.

E o mal, e o mau? Será que existem  em sua verdadeira acepção? Ou trata-se apenas de conseqüências temporárias ocorridas em virtude da ignorância das verdadeiras leis que norteiam o universo? Dor e sofrimento, por quê?

Quando o Cristo aqui veio, com a sua bondade infinita, nos ensinou sobre muitas realidades: falou das várias moradas existentes na Casa do Pai, que segundo Ele é o universo;

Alegou que somos livres para semearmos, mas orientou que os frutos da nossa semeadura seriam  de colheita obrigatória.

Orientou-nos sobre a importância do estudo, incitando à busca da verdade como condição para finalmente encontrarmos a libertação das amarras que nos prendem a este planeta onde ainda impera a dor e o sofrimento.

O Mestre  nos falou  sobre as bem-aventuranças... Numa lição complexa sobre a  perfeição de caráter, um verdadeiro código do bem proceder...

Deu-nos lindas lições sobre a caridade material e a caridade moral (espiritual), melhor, exemplificou tais atitudes em tantas ocasiões importantes: _ No momento com Maria Madalena, quando eleito  juiz momentaneamente,  a absolveu dos seus possíveis “pecados”.  E  a partir daquela aula sobre a tolerância e a compreensão, aquela senhora muda de vida e dedica-se  aos cuidados dos irmãos portadores de hanseníase,  dando  exemplo concreto  de vida digna.

Diante do Gazofilácio, ensina que o importante não é a quantidade vultuosa da caridade material, mas a intensidade da abnegação no ato de doar.

Jesus não instituiu nenhum rótulo religioso, nem tampouco escreveu Seus ensinamentos. Mas o que Ele disse e vivenciou, deixou marcas indeléveis, posto que estejam gravadas em nossa consciência.

Ah! A nossa consciência..., o verdadeiro templo no qual deveremos prestar culto a Deus! O cantinho apropriado para o nosso recolhimento mais íntimo, o local sagrado para a realização dos encontros conosco mesmos. Um compartimento divino, no qual encontraremos as razões e as conseqüências de tudo que nos aflige e faz sofrer.

É difícil acertar sempre. E neste comodismo, entre erros e acertos vamos caminhando, despreocupados, desatentos em relação à  Verdadeira Lei.

Fundamentado nas afirmações de Jesus,  definitivamente somos  merecedores dos “presentes” que consideramos “equivocados” e somos obrigados a recebê-los em datas encaradas como “inoportunas”, mas que são apenas o indício de uma colheita supostamente referente a vários períodos de semeadura. Somos verdadeiramente dependes das nossas “muletas”, e ao contrário da menina Pollyanna, precisamos fazer uso delas.

Para cada ação praticada, uma reação. Tal é a Lei.  Somos  autores destas ações, e conseqüentemente  seremos os destinatários das respectivas reações, portanto somos merecedores de tudo que nos ocorre, pois o porquê do mal é apenas uma questão de  ponto de vista. Deus não criou o mal. Nós é que distorcemos o bem e com a nossa teimosia mudamos o rumo das histórias. Até quando?

Passamos pelo período da implantação da Lei, com Moisés. Após isto, alcançamos o período de aceitação do Código Divino, a partir da vinda de Jesus. Agora, neste momento em que o planeta clama por socorro, precisamos nos entregar ao período da prática deste Código.  E assim na realidade, repetirmos a lição de otimismo  apreendida e vivenciada pela menina, na ficção. Ou então, comodamente, podemos concordar com o sábio compositor, quando afirma de maneira musicada: “O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído; O acaso vai me proteger, enquanto eu andar”...

Estefânia Cavalari Cavalcanti Lopes