|
Como muitas outras frases do filósofo do futebol Dadá Maravilha, esta frase se tornou folclórica nos anos setenta quando o esporte jogado com os pés era o grande ópio do povo brasileiro.
Ainda hoje vemos verdadeiros apaixonados pelo futebol defendendo as cores de seus clubes seja à beira dos gramados, em frente às TV’s, vendo os jogos nos telões ou nos bate-papos descontraídos e às vezes até mesmo com os ânimos alterados quando um determinado time se sobressai e outro não tem desempenho ao menos razoável.
O Certo é que o brasileiro em matéria de futebol é autodidata e se vê em plenas condições de assumir a condição de técnico até mesmo sem ser cogitado para tal função. Basta que lhe dê a palavra, ele passa de palpiteiro a dono da razão e tem todos os argumentos para escalar o time, traçar táticas, trocar jogadores, xingar a mãe do juiz e até mesmo manifestar o desejo de entrar em campo e fazer a jogada que resultará no gol. Se possível gol de placa!
Futebol é a vocação nata de todo garoto que nasce no Brasil, salvo raras exceções dos chamados cdf’s que preferem jogar xadrez.
Voltando ao título desse artigo, cujo autor foi o primeiro artilheiro do Campeonato Brasileiro em 1971. Lembro com saudades do futebol dos áureos tempos. Época em que não se jogava somente pelo retorno financeiro, mas acima de tudo pelo amor a arte de driblar o adversário e através de jogadas inusitadas, marcar gols de placa e pela liberdade do atleta em dar entrevistas e fazer comentários antológicos.
Dias desses estava em Brasília e ouvindo o rádio do carro, um locutor analisava a polêmica frase que diz: “no esporte filho de peixe peixinho é”. O próprio locutor contestava a afirmação e citava o filho de Michael Jordan que surgiu como uma promessa do baskebol americano e encerrou a carreira prematuramente por falta de habilidade e entusiasmo. Citava também Edinho, filho de Pelé que optou por ser goleiro e mesmo tendo oportunidade no time principal do Santos (onde Pelé se consagrou) não logrou êxito e acabou trilhando o caminho das drogas.
Minutos após ouvir aqueles comentários me dirigi ao Aeroporto JK em Brasília, de onde embarcaria num vôo para Belém, eis que me vi de frente ao Rei Dadá (Ex-Dario Peito de Aço, Dadá Maravilha) tricampeão mundial de futebol com a seleção brasileira em 1970 na época convocado pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici. Não tive dúvidas em me aproximar do Rei Dadá e perguntá-lo pelo filho que com certeza tornaria o seu substituto e cujo passe ele (Dadá) queria vender por uma fortuna quando o Dadazinho tinha tão somente 5 anos de idade.
Para minha surpresa o filho de Dadá era o jovem “perna de pau” que estava ali ao seu lado e que não vingara no futebol porque era mais um filho de peixe que não se tornou peixinho.
Dadazinho o máximo que conseguiu no futebol foi jogar na terceira divisão do campeonato mineiro e ser centroavante reserva do time chamado Aparecidense Futebol Clube de Aparecida de Goiânia. Foi comparado com o pai, mas não conseguiu parar no ar como helicóptero nem como beija-flor e acabou chutando mais bola fora do que podia.
Agora Dadazinho é empresário do próprio pai e o acompanha pelo Brasil, pois o Rei Dadá virou Garoto Propaganda da Coca-cola e palestrante em eventos empresariais e motivacionais.
Depois de pouco mais de 20 minutos de conversa percebi que Dará ainda é rei da simpatia e um cidadão vencedor sobre todos os aspectos. Após trabalhar arduamente como servente de pedreiro, encher as mãos de calos, ele calçou chuteiras pela primeira vez com 19 anos de idade, foi tricampeão mundial de futebol, campeão e artilheiro pelos times por onde passou em todas as regiões do Brasil (Atlético Mineiro, Flamengo, Internacional de Porto Alegre, Goiás, Sport Recife, Santa Cruz, Paissandu, Mixto do Mato Grosso, Ponte Preta e outros tantos). Como ele mesmo disse, fez calos também nas mãos de muitos torcedores que o aplaudiu de pé pelos vários gols que fizera nas redes adversárias.
Dadá é carismático. Dadá é exemplo a ser seguido. Nosso futebol precisa ser novamente contagiado pelo folclore e pela a alegria para que tenhamos em 2014 uma Copa do Mundo de sucesso dentro e fora de campo! Havendo problemática o Rei Dadá apresenta a solucionática! Consulte o site: www.dadamaravilha.com.br.
Geraldo Ivan Oliveira da Cruz, bacharel em Química e turismólogo; pós-graduado em Planejamento e Gestão Empresarial, Mestre em Administração e Educação Ambiental; professor universitário e empresário em Dianópolis. ivanfesto@hotmail.com
|