|
Na literatura, diferentemente de vários outros segmentos da vida humana, a onipresença se dá pela capacidade do autor em se fazer presente no cotidiano dos seus leitores, através de suas palavras, pensamentos e informações. Quanto maior for o talento do autor, mais onipresente ele estará no imaginário e na vida de seus leitores e interpretes.
O filho do senhor Dídimo e de dona Maria Helena é um desses raros escritores que, pela sua capacidade de expressar valores, contribui na agregação de conhecimentos, disseminando interpretações contundentes, conceitos bem sustentados e teses politicamente corretas, através de estudos vocacionados e de dedicação á literatura.
Como cidadão dianopolino de direito, sinto-me orgulhoso em respirar o mesmo ar puro e literato, que outrora e ainda hoje é respirado por descendentes dos Rodrigues, Aires, Wolneys, Póvoas e letrados de destaque como: Zilô Wolney, Liberado Póvoa, Anisiana Jacobina Aires e Dídimo Heleno, escritores que souberam, na terra natal ou distantes dela, elevar o nome de Dianópolis como berço da intelectualidade e de valores culturais inestimáveis.
Não raro tenho lido artigos construídos com maestria por Dídimo Heleno que, com despudor e coragem, faz abordagens polêmicas e irreverentes, desvendando o lado obscuro de fatos aparentemente comuns e de interpretações que, no senso comum, caminhariam em direção ao óbvio, regulado pela inobservância. O aguçado senso literário do autor o conduz na busca incessante de respostas, até mesmo para questões que são tidas como consumadas pelo sensibilidade popular dos simples mortais.
Talvez, por isso, quando um escritor como ele, destaca-se pela qualidade de suas obras e pela singularidade do seu saber, é pinçado como destaque na literatura e a ele é oferecida a condição de imortal pela academia de letras.
O nosso dianopolino prodígio é irmão dos construtores do bem e advoga em prol de uma literatura pautada pela pluralidade cultural. Dídimo é desses raros expoentes da literatura moderna, que projeta, através do que escreve, algo que possa até gerar polêmica, mas que para ser julgado requer uma crítica fundamentada na análise concisa; no estudo aprofundado e no senso de interpretação apurado, de estudiosos focados na sua obra e que tenham parâmetros de obras congêneres. Não me é deixada nenhuma margem de dúvidas de que o autor de “Livros Sangrentos” conquistou uma exuberante performance literária e como jóia rara produzida através das minas do São José do Duro, está em constante processo de lapidação, onde em cada obra se evidência o seu brilho ainda mais polido e reluzente no mundo das letras.
Augusto Cury, em “O Código da Inteligência”, diz que: “Quem quer o brilho do sol tem de adquirir habilidade para superar adversidades e tem de ser resiliente para atravessar o breu da soturna noite”. Para Cury, a vida é uma grande aventura onde noites e dias se alteram sem milagres, para ele “só há o milagre da vida”. Dídimo Heleno, escritor de quilate equivalente, lança a sua nova obra literária e essa provavelmente se configurará como uma grande oportunidade dos leitores aferirem os seus conceitos, extraídos da Bíblia Sagrada e de parametrizá-los com as colocações que o autor faz.
Ateus por conveniência, muitas vezes escondem um vazio interior dimensionado pela refratariedade da propagação de um credo. Ateus conscientes assumem a incredulidade por convicções de cunhos materialistas, onde a espiritualidade normalmente abre espaço a ser ocupado pela soberba matéria. Crentes por conveniência, muitas vezes assumem papéis de submissão a uma fé suprema, na esperança de obter vantagens, sejam elas na vida terrena ou galgada na esperança da existência de outras vidas. Crentes conscientes aprofundam no conhecimento religioso, seja ele o budismo, hinduísmo, islamismo, cristianismo ou qualquer outro credo, onde suas interpretações os levem a uma condição de conforto espiritual, gerando meios favoráveis para que a matéria seja facilmente suplantada pelo espírito.
Seja qual for o perfil do leitor, em “Livros Sangrentos” o autor oferece de forma irreverente, subsídios intrigantes e de grande relevância, para se colocar em check os posicionamentos outrora assumidos como aparentemente inquestionáveis e que se sustentavam como sendo justos, legais e perfeitos.
Caro leitor, aproveite o lançamento, adquira o livro, concentre-se e tenha uma boa leitura!
(O lançameno da obra Livros Sangrentos ocorrerá amanhã - 20/06 -, na Livraria Palmas Cultural, na capital tocantinense, às 10 horas. No lançamento a obra estará em preço promocional: R$ 35,00.)
Geraldo Ivan Oliveira da Cruz, cidadão dianopolino
|