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O texto abaixo é de Mário Sérgio Mello Xavier. Hoje a evolução tecnológica e a retirada de conceitos antigos, impunha nova maneira de interpretar o mundo, isso vem evoluindo gradativamente no nosso pais, esses novos conceitos incrementam e facilitam a vida, sendo aplicados nas áreas sociais e tecnológicas. Sou de uma geração que aos poucos vem se extinguindo do atual meio social, sou geração interiorana, aquela que foi criada sob diretrizes, valores e segmentos já meio modificados, mas ainda baseado nos antigos. Sou do tipo que não me direcionei a um comportamento rebelde, ou objetos que retratem uma insatisfação pessoal para com o mundo como: Brincos, tatuagens, cabelos despojados, drogas e os americanizados Piercing's. Durante minha infância, eu me divertia com brincadeiras que utilizavam o "comum", "o básico", que de alguma forma, mexia muito com nossa criatividade, como: Papagaios (Pipas), carrinhos de rolimãs (rolamento), pião feito da madeira extraída da goiabeira e um barbante, bola de gude, botas de lata de Leite Ninho, pular na palha de arroz, salva latinha, tonhão e o futebol de rua ou de quintal. Isso tudo ocupava a outra metade do dia que não estava na escola. Era muito divertido, tanto na confecção dos brinquedos, como no manuseio dos mesmos. Talvez eu seja, a última geração que se retraía e se escondia ao praticar o proibido, ou melhor, "o não adequado para nossa idade". Sou da geração que não podia, e às vezes podia. Hoje temos a geração que só pode, e não há limite de idade para curtição em seu modo geral. Bebidas, cigarros, sexo e certas propagandas de TV, aliada com a Internet, são cada vez mais presentes no cotidiano infanto-juvenil. Hoje as palavras dos pais e dos educadores estão passando por uma equiparação, atualmente estão entrando em conformidade com as gírias, códigos e esquemas da linguagem desta geração. Na minha geração, que é recente, tínhamos a modalidade de relacionamento denominado "ficar", mais precisamente beijar. Um inovado jeito de saciar a solidão, sem obter compromissos ou ter que dar satisfações um para outro(a). Isso muitas vezes era feito de uma forma inocente, havia as chamadas "festinhas", bebidas eram no máximo um litro de Martini, onde nem todo mundo bebia, e se bebesse, teria que ser bem escondido. Hoje vemos a embriaguez surgindo cada vez mais cedo na adolescência, as mulheres perdendo o sonho e a fantasia do casamento, deixando assim se perder a pureza de suas almas. Se transformaram em lindas máquinas programadas para o sexo e curtição materialista. Acho preocupante tudo isso, principalmente no que diz respeito ao sexo, e a mentirosa e incentivadora política de que com "Camisinha" não se contrai nada e pode. O sexo está presente cada vez mais sedo na vida dos adolescentes, que com uma enorme falta de maturidade e responsabilidade, espalham diversas doenças. Surgem também, mães e pais precoces, trazendo preocupações aos que mereciam um bom descanso, os pais. Nessa avalanche de problemas, vejo um interlocutor com grande porcentagem de culpa, os meios de comunicações audiovisuais e a Internet. Sou defensor da reformulação das regras e de leis da programação nos meios supracitados. Não quero que se faça um terrorismo com tudo que apareça na TV, e nem uma ditatória censura, apenas que as redes de TV tenham mais responsabilidades e uma preocupação com conseqüências futuras no meio familiar do telespectador. Muitas vezes já me retirei da frente da TV ao me deparar com programas que são impossíveis de se assistir. Algumas novelas e programas de auditório utilizam uma exagerada apelação, introduzindo qualquer tipo de baixaria ou persuasão para adquirir Ibope (dinheiro). As novelas são as principais influenciadoras, algumas são bem criativas ensinando muita coisa boa, mas infelizmente, a maioria ensina a desmoronar casamentos, relacionamentos, amizades, e muitas dotam de uma vulgaridade imprópria para o horário, abordando temas que não estão mostrando somente a realidade, mas estão ensinando o mau hábito. Um exemplo recente ocorreu nos E.U.A, com seus filmes milionários, eles ensinaram aos terroristas como agir, e o maior problema, é que nem todo mundo sabe diferenciar a vida da ficção. Acordemos companheiros de minha geração, esta que foi privilegiada com uma infância criativa e divertida, uma adolescência sob medida, e uma fase adulta mais consciente dos atos. Não nos deixemos levar pala colonização capitalista, onde todos são obcecados pelo dinheiro e o luxo material. Nossa geração com certeza, dá mais valor a nossos berços culturais, que são nossas bases. Não éramos a geração Coca-Cola, ou os mais santinhos, mas não vamos deixar desmoronar tudo isso, com a idéia de que temos e precisamos nos entorpecer de materialismo idiota, que só nos traz a guerra, a intriga, o ódio e a inimizade. Acordem meus colegas da geração de 1980 para cá, de antes disso ou bem depois disso, pois nós somos o futuro de agora.
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