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| Fim da exigência do diploma para jornalista. E o concurso público, como fica? |
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| Sex, 19 de Junho de 2009 13:57 |
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Já participei de algumas seleções para área de Comunicação. Nos concursos, as provas são sempre assim divididas: partes geral e específica. Nesta, são exigidos conhecimentos técnicos. É assim para engenheiros, advogados, médicos, arquitetos e, claro, para comunicadores (seja relações públicas, radialistas ou jornalistas). Há concursos em que a exigência é apenas essa: curso superior. Para ser agente da Polícia Federal, por exemplo, basta ter diploma de curso superior, seja de que área for, e ser aprovado no certame. A pergunta que não quer calar: e para concursos públicos para preenchimento de vagas na área de Comunicação Social? Vamos pensar em dois cenários. O primeiro: ali serão aceitos engenheiros, advogados, médicos e arquitetos, para citar apenas algumas profissões. A seguir, publicamos parte do edital nº 01/2005, de seleção realizada pela Radiobrás - Empresa Brasileira de Comunicação, sobre quais tarefas o analista de comunicação teria que realizar: “Averiguar notícias e informações em trabalho externo, utilizando qualquer meio de comunicação; Realizar entrevistas ou reportagens; Realizar transmissões externas de acontecimentos jornalísticos; Fornecer dados de fundo jornalístico, para a redação; Pesquisar e desenvolver programas e projetos técnicos nas áreas de reportagens especiais; Elaborar textos jornalísticos e gravá-los em OFF e STAND-UP”. Independente da polêmica decisão do STF, as tarefas acima continuarão a ser exigidas do profissional que trabalhar na área de comunicação. Como cobrar tais conhecimentos de quem não os recebeu? Ou o profissional aprovado para trabalhar nesta área terá que passar por uma capacitação, a ser dada pelo órgão que o contratou? Se isso tiver que acontecer, os ministros do STF terão que explicar o fim da exigência do diploma, uma que a faculdade tem esse papel – o da preparação do profissional. O segundo cenário, mais absurdo ainda, seria: mantém-se a exigência do diploma para concursos públicos na área de Comunicação. Nem dá para imaginar isso, pois aí teríamos dois pesos e duas medidas: pra concurso, tem que ter diploma; pra trabalhar em empresas de comunicação, não. Estou ansioso pelo próximo edital. Vamos ver como se comportará o governo quanto a isso. Geraldo Neto, radialista e pós-graduado em Assessoria de Comunicação
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Está dando o que falar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a exigência do diploma para jornalistas. Não entrarei no mérito da questão. Minha dúvida é: como ficarão os concursos públicos, quando houver vagas para a área de Comunicação Social?