|
A história a seguir aconteceu com Norberto, mais conhecido como Betim. O rapaz mora no setor Brasil, na subida do Cavalcante e tem uma loja de peças de moto em Dianópolis. Figura muito conhecida por todos, visto a sua esperteza e a sua "malandragem" em sair de roubadas e de situações embaraçosas com facilidade; ele sempre tem uma resposta pronta na ponta da língua. É irmão de Wanderley, vulgo Lelei (da mesma estirpe). Nas minha andanças por Dno durante o mês de julho, fiquei sabendo que tinham roubado a picape Saveiro da mãe de Betim, carro este que ele mesmo apelida de "Nissan". Fui apurar com ele essa história. Quem conhece Betim sabe que ali mora a gozação. O cara é um porqueira. Faz piada até da própria desgraça. O roubo aconteceu no final de junho, e quando topei com Betim, no final de julho deste ano (2006), o carro já tinha sido achado. Algumas pessoas me contaram a seguinte história: Betim chegou em casa por volta de sete e pouco da noite, parou a saveiro na porta de casa e, no dia seguinte, foi acordado pelo seu irmão, com a notícia do roubo. Reparem a versão que o maledito me contou... “Rapaz, eu cheguei em casa já no começo da noite. Fiquei lá no Brumil (fazenda) vacinando o gado, quase 800 mil cabeças. Aí a gente cansa, né? É muito gado...”, comentou. Unf!!! Aquela miséra não deve ter nem 20 ruminantes no pasto. E prosseguiu: “Lelei me acordou cedo, perguntando pela Nissan (assim ele chamava a saveiro). Levantei voado da cama, saindo na porta pra ver se realmente o carro não estava lá. A tacona estava de fora, né? Sabe como é...quase saí com a pingola de fora”, se gabou, fazendo referência a sua mania de dormir nu e também ao possível tamanho avantajado de sua curnixa. Depois de muita procura, 30 dias após o roubo, Betim ficou sabendo que a Saveiro estava detida na Delegacia de Polícia, em Barreiras (BA). Imediatamente ele foi pra Bahia, onde readquiriu o carro. Conversou com o delegado e soube que os ladrões estavam presos ali na delegacia. Voltou para DNO satisfeito por ter encontrado o veículo. Segundo ele, após dois dias, ligou para o delegado e disse: “Doutor, aconteceu uma tragédia”. O delegado, preocupado, perguntou se haviam roubado o carro novamente. Betim emendou: “não doutor, não roubaram a Nissan. É que embaixo do banco tinha uma garrafa de Duelo (pinga) e os ladrões beberam tudinho. E outra: tinha duas duplicatas da Molvidros e os ladrões não pagaram. E aí doutor, quem vai pagar a conta?” Geraldo Neto
|