Sobre mim
| Deve ser dura a vida de homem casado |
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| Seg, 29 de Setembro de 2008 21:02 |
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Geraldo Neto Recentemente rolou um episódio que me levou a uma reflexão e também a conclusão que dá título a este texto. É que eu tomei uns querosene sexta e sábado o dia todo. Cheguei em casa à noite, no sábado, e ainda ia sair. Só que mãe zanga quando os filhos delas ficam nessa catrevajona intiriça. Mesmo sem sua aprovação, saí pra indaga. Quando acordei no domingo, já tarde, ela tava com a cara ruim que só. Certamente, por conta de “meu exagero” (aos olhos dela, claro). Eu morrendo de fome e de olho num franguinho de caldo que Jacque preparava. Fiquei num grande dilema: um caldinho de frango cheiroso de um lado, mas pra isso teria que aguentar o olhar fulminante de uma mãe azuada. Não agüentei ficar em casa e fui encontrar com uns dianopolinos, que bebiam umas após um jogo do RAD. Lá eu comentei com alguns conterrâneos: “deve ser muito dura a vida de casado. Imagino vocês, depois de muita indaga, acordarem de ressaca e encarar a patroa com a cara amarrada”. Pior que homem casado não pode (não poderia, pelo menos) se dar ao luxo de sair de casa quando bem entender, como eu fiz, pra não ter que aturar cara fechada. Lembrei-me então de um causo lordíssimo. Dante Cavalcante tomava uns querosenes e chamou um amigo de farra pra ir almoçar em sua casa. Foi na convicção que sua mulher os aguardaria com alguma comida de caldo – nada melhor para um boêmio embalado. Mas quá. A mulher fez um sirigado. Calma, que piora. Tinha botado mandioca dentro. Os pobres boêmios quase não conseguiram comer, com a boca seca e a comida idem. E da nada adiantava as reclamações de Dante. Realmente, deve ser dura a vida de homem casado. |



