Sobre mim
| Criando o Futuro |
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| Ter, 11 de Novembro de 2003 14:03 |
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O texto abaixo é de Jader de Melo Rodrigues. Confira: "Este texto em anexo é uma homenagem que faço a Toím de Zeca, pessoa que estimo muito e me deu a oportunidade de ter contato com um computador pela primeira vez. Sei que pode não está bem escrito, mas é de boa intenção. Quando se fala em inovação, criatividade, imagina-se logo que isso só acontece nos grandes centros, nas Capitais ou nos países chamados desenvolvidos. Observamos que isso não é verdade. Em uma cidade pequena, uma fazenda, ou nas margens dos rios distantes das "civilizações", podem surgir pessoas criativas ou como dizem: meninos cheios de invencionices. Um desses meninos criativos é Toím de Zeca. Numa época em que era muito raro ver uma câmera de vídeo, ele manipulava uma. E um computador, então? Era algo praticamente impossível, numa cidadezinha do interior, falar em uma máquina estranha, capaz de guardar informações, imprimir cartas, fazer desenhos e tocar sozinha um "chorinho". E o que era aquilo capaz de "cuspir" folhas de papel escritas com tanta rapidez? - Não é que era a tal da impressora! Pelos idos de 1986, eu tinha recém terminado o 2º grau em Contabilidade. Neste época soube que Toím tinha um computador TK 2000 - Microdigital. A curiosidade se juntou à necessidade de fazer algo útil, então, procurei uma maneira conhecer o tal computador. Eu ví um computador na minha frente! Daquele momento em diante eu não falava em outro assunto, somente sobre suas "habilidades". Tornei-me um cara chato de tanto comentar sobre esse assunto. Era ano de eleição. Então, Toím estava com suas idéias funcionando a todo vapor. Criou um sistema de cadastro de eleitores e um outro programa para apuração de votos. É isso mesmo! Apuração eletrônica de votos. Foram três meses de digitação. Seis mil eleitores cadastrados no banco de dados. A máquina estava de "barriga" cheia de "bytes". No dia da eleição, foi o maior sucesso. A máquina se tornou uma das atrações principais da eleição, pois era um equipamento raro e caro. O eleitor não havia levado o título. Não era motivo para ficar sem votar. Bastava dizer o nome e lá estava as informações sobre o número do título, zona, seção. Isto ainda era uma novidade - Esse "bicho" é mesmo inteligente, dizia um dos curiosos, expressando sua admiração. Na verdade ele não é inteligente. Não existe nada mais "burro" que um computador. Pode-se compará-lo a uma cancela, de tão estúpido que é. É um verdadeiro "pau-mandado", obediente e muito rápido na execução de suas tarefas de rotina. Terminada a eleição, entra em cena, a apuração dos votos. Este instante foi muito marcante. Inédito! Os boletins de urna, depois de apurados e conferidos pelo método tradicional de apuração - contagem manual , voto a voto - lançava-se os dados no programa de apuração automática. O sistema tornou-se tão eficiente e confiável que muitas vezes encontrava erros nos resultados oficiais. O juiz eleitoral percebendo que aquele método funcionava de verdade, passou a confiar nos resultados calculados pelo computador. Apesar de não ser tão sofisticado como os métodos atuais, a credibilidade no sistema eletrônico foi positiva. Não tinha criptografia, senhas de segurança e outros dispositivos anti-fraudes. Naquele momento nascia em Dianópolis, um dos primeiros sistemas de apuração eletrônica de votos no Brasil. Não era uma rotina ouvir dizer que se apurava resultados eleitorais usando um computador. O próprio computador não era um "ser" tão comum como agora. Como vocês podem perceber, a criatividade não está em um lugar geográfico e sim na mente daqueles que visualizam o futuro. Dianópolis é um "ninho" de pessoas criativas, estudiosas. É um verdadeiro paraíso intelectual. Acredito que é onde se pode encontrar mais pessoas sabidas por metro quadrado que em qualquer outro lugar. Peter Drucker - meu ídolo - considerado o pai da Administração, já disse que o futuro está sempre presente." |



