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Cordel dianopolitano

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O texto abaixo é de Mário Sérgio Mello Xavier.

O processo histórico de Dianópolis-TO, por suas riquezas e violências únicas, provocaram e inspiraram uma profusão de textos e narrativas. Reportagens, Filmes, crônicas, ensaios, poemas, contos, romances: da pior à melhor literatura. E percebo uma a nova vida urbana que vem deixando suas marcas nos mais variados setores culturais e sociais. Sirvo-me, para contribuir com meus rabiscos e homenagear nossa cidade."


Cordel dianopolitano*


Sou deste terra,
E esta terra hoje quero parabenizar.
Esta terra,
Que se plantando tudo dá.
Falo das flores,
E dos rios que ainda se vê por lá.

A história,
No seu desenrolar,
Com o convívio,
E a distancia do lar.
Surgiu a primeira mistura,
Com os povos de outro lugar.

Mas durante 30 anos,
Só foi o que vieram buscar.
Pois o único sonho,
Era o ouro explorar.

Em busca do ouro,
Ou de diamantes encontrar
Os bandeirantes de São Paulo,
Caminharão também por lá.

E assim começaram...
O Sertão e o Serrado desbravar.
E com o achado destas pedras,
Esta maravilhosa cidades veio se formar.

Mas com tanto ouro,
A muitos veio interessar.
E a nossa cidade,
Começaram a saquear.

E de tantos nomes,
Que poderiam dar.
São José do Duro, ou sei lá!
Mas Dianópolis é o melhor que há.

Reverencia as lindas mulheres deste lugar,
Que sobreviveram ao massacre de se lamentar

Houve lá,
A lei da força,
Que além do ouro,
Também foi logo acabar,
Com os coronéis,
Que no vilarejo queriam reinar.

E acho,
Que melhor palavra,
Não se podia lhe dar,
Para este paraíso chamar.

Por tantos anos esquecida,
Se que recursos beirassem por lá,
Hoje começa novamente a lhe explorar,
Usando as riquezas hídricas de lá,
Pois não há melhor em outro lugar.

Mas me orgulho de falar,
De uma mulher nasceu naquele lugar,
Fez algo que o governo,
Nunca fez em nenhum lugar.

E aquele menino loro,
Que antes só pedra sabia quebrar.
Hoje quebra a cabeça,
Para estas letras poder juntar.

Homenagear todas a mães
Cada uma em seu lugar,
Este carinho,
Não custa nada demonstrar.
Pois nosso torrão é feminino,
É a mãe de todos que de lá vieram brotar.

Gostaria de lembrar
Daqueles,
Que a morte,
Deveria esperar,
E que algo de bom teve para nos mostrar.

Se no coração,
O amor há.
Não existe morte,
Que possa levar.

E me orgulho de saber,
Que um dia esse país ira encontrar.
O caminho destas pessoas,
E o Brasil vamos mudar.

E também sonho com o dia,
Que essa idéia irá mudar.
Seja no Sul, sudeste, Norte ou Nordeste,
De ir para Palmas, Brasília ou Goiânia morar.

Eu penso que ninguém possa pensar,
Que seja a realização de um sonho.
Debaixo de uma ponte,
Ir morar.

E ver suas crianças,
Pelas ruas perambular,
Cheirando cola, pedindo esmola,
E sem saber onde vai parar.

Particularmente,
Acho Palmas,
Um ótimos lugar.
Mas nada no mundo,
É melhor do que o nosso lugar.

E penso que assim,
Todos devam pensar.
Mas são obrigados,
Para algo na vida conquistar.

É até difícil acreditar,
Que um país que tem
O Rio Amazonas,
Não tenha água em outro lugar.

Pois tenho certeza,
Do que vou falar.
Se no sertão tiver água,
O sertanejo não saí de lá.

E os jovens,
De todos os lugares
Trabalho conquistar,
Sem ser preciso se mudar.

E eu não sei,
A quem possa interessar,
Esse país assim continuar,
Seja as forças ocultas ou o Tio San, sei lá.

Mas sei que chegará o dia,
Em que vamos conquistar,
A liberdade tão sonhada,
E finalmente vamos viver cada qual em nosso lugar....

 

* Mais uma vez, coloco como título "dianopolitano", palavra que seria usualmente mais correta para os naturais da cidade de Dianópolis-TO, na opinião do conterrâneo Nilson Bittar.
 

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