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| Comunicar é preciso: telefonia no Brasil |
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| Seg, 06 de Julho de 2009 09:12 |
Desde quando descobriu sua capacidade de comunicar, o ser humano não parou de desenvolver meios e métodos de expressar seus sentimentos. Enviou sinais de fumaça, bateu tambores, assoviou, tocou borá, usou pombos correios e muitas outras formas de comunicação.Na era tecnológica, a busca por novas formas de comunicação não parou. Em 1876, o escocês, Alexander Graham Bell inventou um aparelho para surdo-mudo que mais tarde se transformou no telefone. Surgi o telegrafo a cabo, o telegrafo sem fio, o telex e o fax. O Brasil foi um dos primeiros países a instalar linhas telefônicas. Isso, ocorreu depois que D. Pedro ll conheceu o invento nos Estados Unidos. Foi no ano de 1879, instalado o primeiro telefone no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, hoje, Museu Nacional. No ano de 1962 cria-se a Embratel, responsável pela integração do sistema telefônico. Em 1967, foi criado o Ministério das Comunicações. Depois, em 1972, surge a Telebrás, a empresa controladora das empresas estaduais de telecomunicações, as chamadas “teles”, como: Telegoiás, Telebrasília, etc. Em 1998, como sabemos, as empresas de telecomunicações do Brasil foram privatizadas. Havia, então, monopólio estatal. O governo neoliberal do Sr. Fernando Henrique Cardoso - FHC chegou a conclusão que era necessária a privatização das chamadas Teles, só assim, seria possível modernizar tais empresas, pois, na sua concepção, estavam obsoletas. A privatização, segundo eles, promoveria maior concorrência, tarifa mais baixa, maior oferta de emprego e melhoria na qualidade do serviço. As empresas saíram do controle do Estado e caíram nas mãos de mexicanos, americanos, espanhóis, portugueses, italianos e etc. Eles mergulharam de cabeça nesta oportunidade ímpar e com muito dinheiro do próprio Governo brasileiro apossaram-se das Teles brasileiras. Atualmente, sabe-se que já são 157,7 milhões de celulares no Brasil. Há, também, aproximadamente, sete milhões de telefones fixos ociosos por falta de assinante com dinheiro para pagar as altas tarifas telefônicas. O que se vê, hoje, é monopólio privado na telefonia fixa. As tarifas atingiram 8.000% de aumento. A assinatura básica girava em torno de 0,50 centavos e hoje você paga 40 Reais. Pesquisas recentes mostram que 80% dos trabalhadores foram demitidos, 200.000 pessoas. O salário médio de um técnico em telecomunicações era aproximadamente Hum mil Reais e agora é menor que 400 Reais. Uma linha de telefone fixo custava muito caro. Isto é usado como argumento para justificar a privatização. Na realidade, não se comprava uma linha telefônica. A pessoa comprava as ações da Telebrás, e recebia uma linha. Era que se chamava de plano de expansão. Não se pode esquecer que esta estrutura, mesmo sendo estatal, era muito rentável, dava bastante lucro. Só que o lucro tinha outros destinos que não eram o reinvestimento em nova tecnologias. Isso dava a impressão de incompetência da administração estatal. Mesmo assim, na época da privatização já existia muita fibra óptica instalada. Não pense que os modernos celulares que você usa são frutos da privatização. É resultado da constante busca de novas tecnologias. Com privatização ou sem ela, eles surgiriam da mesma forma. Você tem acesso a vários modelos e várias planos: pré-pagos e pós-pagos. No pré-pago, você paga antes e o minuto de ligação é muito mais caro que o pós-pago. Fala-se muito em celular de terceira geração, voz e vídeo pela Internet, centrais telefônicas inteligentes, chamadas de nova geração. Agora, quando se refere às relações trabalhistas, as empresas de telecomunicações ainda estão na geração zero, ou seja, não evoluíram em nada. Não acompanharam a tecnologia. Elas usam técnicas pré-históricas. Nesta questão, o homem da caverna tinha comportamento mais civilizado. É comum presenciar gerentes com atitudes nocivas à saúde dos funcionários e aos lucros da empresa. Em recente pesquisa realizada em Rondônia, observou-se muito descontentamento dos trabalhadores com seu ambiente de trabalho. Auto-estima baixa. Trabalha-se excessivamente. Exige-se produtividade sem dar os devidos recursos. Perceberam-se muitos trabalhadores com problemas de saúde. E a palavra que mais rola nas conversas é estresse. Isto se deve, em grande parte, às terceirizações dos serviços, à alta rotatividade – “turnover” – ou seja, o entra e sai de funcionários. O que contribui para a má qualidade dos serviços oferecidos. Sucesso terá a empresa que enriquecer e seus trabalhadores enriquecerem juntos com ela. Isto não está acontecendo com as empresas de telecomunicações. O poder aquisitivo do funcionário está cada vez menor, enquanto as empresas lucram bastante. Resumindo: O governo do Sr. Fernando Herinque Cardoso, através de manobras neoliberais, tirou as empresas de telecomunicações da administração pública e jogou na privada. Jader de Melo Rodrigues, técnico em Telecomunicações, bacharel em Administração e pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior
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Desde quando descobriu sua capacidade de comunicar, o ser humano não parou de desenvolver meios e métodos de expressar seus sentimentos. Enviou sinais de fumaça, bateu tambores, assoviou, tocou borá, usou pombos correios e muitas outras formas de comunicação.