O Quociente Intelectual (QI) ou Inteligência Racional é o resultado do teste inventado por Alfred Binet (médico francês) e aperfeiçoado mais tarde, no início do século XX, por Lewis Terman (psicólogo da Universidade de Stanford, na Califórnia).
O QI mede a inteligência racional, isto é, a competência para resolver problemas lógicos ou estratégicos.
Em linhas gerais, pode-se dizer que:
- Um QI = 74 indica limitações mentais significativas;
- Um QI entre 75 e 89 representa o limite inferior da normalidade;
- Um QI entre 90 e 110 é o nível mediano;
- Um QI entre 111 e 125 é o limite superior da normalidade;
- Um QI = 126 indica superdotação intelectual.
Nos anos 80 o psicólogo Howard Gardner, da Universidade de Harvard, propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de inteligência única para o de um feixe de capacidades.
Ele propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em nove diferentes competências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.
Inteligência verbal ou linguística: habilidade para lidar criativamente com as palavras.
Inteligência lógico-matemática: capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para raciocínio dedutivo.
Inteligência cinestésica corporal: capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis.
Inteligência espacial: noção de espaço e direção.
Inteligência musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa.
Inteligência musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa.
Inteligência interpessoal: habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro.
Inteligência intrapessoal: capacidade de relacionamento consigo mesmo, autoconhecimento.
Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções em favor de seus projetos. É a inteligência da auto-estima.
Inteligência existencial: Capacidade de refletir sobre questões fundamentais da existência, aguçada em vários segmentos diferentes da sociedade.
Inteligência naturalista: Traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os fenômenos e padrões da Natureza. É característica de paisagistas, arquitetos, ecologistas, ambientalista, etc., por exemplo, Charles Darwin.
Até meados dos anos 90, o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo raciocínio lógico, habilidades matemáticas e espaciais (Quociente Intelectual - QI). Mas em 1995, o psicólogo Daniel Goleman, com seu livro “Inteligência Emocional" retoma uma nova discussão sobre o assunto.
Ele traz o conceito da Inteligência Emocional (Quociente Emocional – QE), como o maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas.
Desta forma, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão, gentileza, empatia têm mais chances de obter o sucesso.
Na virada para o século 21, (2000) a Dra. Danah Zorah, professora de Física Quântica da Universidade de Oxford e o psiquiatra (e esposo) Ian Marshall, lançam o livro Q S Inteligência Espiritual.
Diz ela, em seu livro, que a Inteligência Racional e a Emocional são ferramentas importantíssimas para a evolução do ser humano, mas, muito acima delas está a Inteligência Espiritual.
Trechos do livro QS Inteligência Espiritual:
“Podemos usar a Inteligência Espiritual para enfrentar os problemas do bem e do mal, os problemas da vida e da morte, as origens mais profundas do sofrimento humano e, não raro, do desespero”.
“A Inteligência Espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, caracterizada por materialismo, utilitarismo, egocentrismo míope, falta de sentido e recusa de assumir compromissos. Como indivíduos, porém, podemos agir para elevar nosso Q S”.
”A busca de sentido é a principal motivação da vida do homem. É essa busca que nos torna as criaturas espirituais que somos. E quando essa necessidade profunda de sentido deixa de ser satisfeita é que a vida nos parece rasa ou vazia. Hoje em dia, no caso de muitos de nós, essa necessidade não é atendida, por isso, a crise fundamental de nosso tempo é de natureza espiritual”.
“A força vital, integradora, do centro (Deus) está presente em todos os seres vivos e, em especial, nos seres humanos, devido à natureza de nossa consciência. Muitos ignoram a relação que mantêm com o centro, ignoram que o todo da realidade universal jorra dentro deles”.
“O mal é uma coisa real, uma força que pode agir em nós e nos dominar por completo. Há atos maus, com conseqüências horrivelmente más. O mal em si, porém, é uma forma de possessão, uma falta de reação à realidade mais profunda que existe em nós. Não há pessoas más, mas sim pessoas possuídas pelo mal”.
“Uma pessoa dotada de alta inteligência espiritual sabe que, se faz mal a alguém, faz a si mesma. Se polui a atmosfera com lixo ou com sua raiva, polui também seus pulmões e sua psique”.
Início do Século XX – início do Século XXI, cem anos de estudos sobre a inteligência humana. Em um século o progresso material da humanidade sofreu uma evolução muito superior ao adquirido em toda sua existência pretérita, mas o progresso espiritual mal saiu das cavernas. Daí a afirmação da cientista de que a crise fundamental de nosso tempo é de natureza espiritual.
No futuro caberá à Ciência a condução da evolução espiritual da humanidade, mas, até que chegue esse momento redentor, imperioso se faz buscar uma religião. Embora as religiões estejam ainda no limiar da evolução do Espírito, por intermédio delas a criatura humana pode experimentar valiosos momentos de aprendizado a respeito do aspecto moral, da caridade, amor ao próximo, perdão, etc. ferramentas essas ainda rudimentares para um ser que foi forjado segundo a imagem e semelhança de Deus.
Fontes: Livro QS Inteligência Espiritual e site Google.
Wilson J. R. Gomes




