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Campanha eleitoral: aliança é tudo PDF Imprimir E-mail
Ter, 05 de Setembro de 2006 20:08

As vezes nos passamos por cansativos, chatos e repetitivos, dizendo que há coisas que parecem só acontecer com o povo de Dianópolis. Mas não tem jeito: a gente nunca vai se acostumar com esses fatos pitorescos que acontecem com o povo dianopolino. Quando pensamos que já ouvimos de tudo, aí vem alguém e nos surpreende.

Mais uma vez, vou contar o milagre, deixando o santo de lado.

Certa vez estávamos numa indaga. A família reunida e alguns amigos convidados. A mulher do cabra estava na festa, mas nada do sujeito. Por onde andaria ele? O casamento ia bem, não havia sinal de briga ou confusão.

Então não restava outra saída, a não ser perguntar para a e esposa: “E aí, por onde anda fulano?”

O duro foi acreditar no que ouvimos. A roda estava cheia de malandros. O povo de Dianópolis não perdoa. Mas a mulher não se lembrou deste detalhe e respondeu com tranqüilidade: “É que ele está viajando, trabalhando muito na campanha pro governo”.

O protagonista da história aqui é funcionário público e havia dias que estava empenhado em garantir votos pra seu governador. Se não fizer isso, a vaca pode ir pro brejo e necas de emprego ou uma boa comissão no governo futuro. Portanto, se dedicava à campanha, viajando muito, fazendo passeatas, visitas, adesivaços e caminhadas.

Até aí, tudo bem. Nada anormal. Afinal, ele estava na labuta.

O problema foi que a esposa do nosso conterrâneo foi além e resolveu contar uma história pra lá de cabeluda. Mas, a julgar pela naturalidade que ela contou, aquela estranha história parecia-lhe absolutamente normal: “Vocês acreditam que dias atrás ele viajou para fazer campanha e voltou sem a aliança?”

Ela disse isso e deu aquela prosa por encerrada. Mas como aceitar aquilo como algo normal? Em campanha política se perde muita coisa: tempo, votos, paciência, dinheiro, as vezes até amigos....Mas você já viu alguém perder a aliança de casamento?

 

Geraldo Neto