Foi na década de 80 do milênio passado que surgiu a onda de alcunhar todo mundo em Dianópolis de deputado, o que prevalece até hoje. Mandato vitalício. Era deputado “para cá”, deputado “para lá”.
Bar do Cocho lotado, todo mundo se deleitando com o tira gosto de fígado acebolado feito pelas mãos mágicas de Zefinha – fígado de Zefinha, o melhor de toda a Terra - me chega um, pra lá de chilado e pede uma pinga nestes termos:
- Deputado, dá uma pinga aí!
- Moço, num vou dar não. Você já bebeu muito hoje, amanhã lhe pago uma.
- Mas eu quero é pra hoje.
- Hoje não, só amanhã.
Aí ele ficou brabo e me advertiu:
- Pois é, toda época de política vocês ficam pedindo voto pra gente. Pois fica esperando pra ver se eu vou votar em você de novo.
Não de hoje que existe eleitor discarado!

Chiquinho do Cocho
Zefinha, no Cocho
Wilson Rodrigues




