Sobre mim
| As andanças de Mário Sérgio pelo Tocantins |
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| Ter, 11 de Novembro de 2003 14:02 |
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"A pouco tempo estive viajando a trabalho e paralelamente fui conhecendo as belezas deste nosso estado do Tocantins, que no meu mais profundo sentido figurado, não passa de uma senhora de idade com muita história, mas com poucas provas desta estória, viveu um relacionamento com o Goiás, mas o cara não dava atenção. Logo ela pediu o divorcio, saindo com uma mão na frente e outra atrás. Mas por sua rica beleza, conseguira apoio facilmente, até mesmo um novo registro cível, com o nome de Tocantins obtendo apenas 15 anos. Assim ela carrega somente em algum lugar de sua sofrida alma este arquivo, que muitos políticos criam e a usam para se promoverem. Viajei muito e hoje tenho poucas provas materiais, pois tirei poucas fotos nessas viagens, ficando somente na memória estas minhas experiências. Fiquei admirado como todos municípios interioranos possuem sua identidade própria, populações que sabem usar o que tem para se divertir, não há fartura empregos nem dinheiro circulando, mas são agraciados pela rica natureza que preenchem seus redores e margens. Todos os municípios tem as mesmas manias, e o incrível é que em toda cidade havia uma nobre figura como as que tiveram e ainda tem em Dianópolis como: Bem-Bém (Quer comprar côco?), Cheiro, Domingo Doido, enfim, pessoas que não são doidas que a ciência nomeia de pessoas Especiais. Tem também aqueles que querem ser os "tals" da cidade, os mais ricos e a maioria mais pobres, contendo nesse meio os metidos a ricos. A linda e desejada da cidade, a mais falada da cidade, os malas, a casa das primas e suas titias... os asfaltos da vida depois das festas...etc... Uma natureza rica banhada pelos Rios Araguaia e Tocantins, cada local, cada paisagem no entardecer que Nossa Senhora ! Araguacema, Araguatins, Caseara, Araguanã até na Ilha do Bananal estive em algumas escolas indígenas, e fiquei besta com o rio Javés, que na seca você o atravessa andando, e é época de pegar pirarucu com a mão. Na época das chuvas, é água a sumir de vista. Tem as banhadas pelo Tocantins, agora mais ajeitado ainda com o lago que tem uns 170 Km de extensão e em alguns pontos chega a ter 7 Km de largura: Porto Nacional , Palmas e Lajeado. As não banhadas pelo lago: Tocantinópolis, Peixe e a última cidade do bico Esperantina, lá no TOPA (Tocantins com Pará), onde pude ver o encontro dos Rios Tocantins e Araguaia. Descendo pro nosso lado no TOBA (Tocantins com Bahia) rodei também nossas cidades vizinhas, e lá nos Azuis, onde tem o menor rio do mundo, ele nasce e já encontra-se com outro rio à menos de 300 metros, estive em Paranã, que tem uma praia boa pra caramba, e as nossas antiguidades, Dianópolis, Natividade, Porto Nacional e a mais antiga Arraias, que ainda preserva as muralhas feitas pelos escravos ao redor da cidade. Subindo novamente tive em Tocantinópolis onde encontrei ilustre sapista de carnaval Afrânio (filho de Zé da Noite) e tomei uma lá no TOMA (Tocantins com Maranhão) do outro lado do Rio já maranhão em Porto Franco, pois a cerva era mais barata. E as cidades Postos de Gasolina, isso porque iniciaram assim: Um posto, um cabaré, um boteco, um mercado, um dormitório. Pronto, começa as casas circundar esses centros e enfim se tornam cidade, um exemplo é Mimoso (Bahia). Aqui temos Araguaína, cidade até grandinha, mas desestruturada, apertada, carro um encima do outro, mas é uma terrinha que dá muita mulher bonita. A parte que eu mais gostava ara os Chambarí, as buchadas e a galinha caipira, que lá pro bico é tradição, e eles comem e logo pela manhã. As cidades que a meu gosto tem mais mulher bonita, tirando Palmas, é Paraíso, Gurupi, Araguaína, Colinas e Dianópolis ainda tem suas beldades desfilando por lá. Lá em Araguatins não se encontrava uma menina de 15 anos que já não era mamãe, e nas ruas da cidade tem umas caixas de som nos postes onde a rádio local lasca brega o dia inteiro, esta cidade fica na beira do rio Araguaia, e voce acredita que eu só almoçava carne assada, peixe tive que ir comer lá na divisa com o Pará, perto da balsa. As cozinheiras utilizam uma lata de tinta daquelas grandes para fazer os cozidos, muito massa, eles fazer uma massa tipo durepox, ao redor dela enchem de carvão, rapaz não é que funciona, nem utiliza gás." |



