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| Arroz da Arena e arroz do MDB, acredita? |
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| Sex, 15 de Junho de 2007 20:36 |
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É fundamental o sujeito conhecer a História. Postei notícia neste sítio e nela fiz citação de uma usina. Por descuido, disse que a usina beneficiadora de arroz na beira do Getúlio era de Etiene. Não era. Esta era de Zeca Póvoa. A usina de Etiene ficava na Praça da Capelinha (dos 9). Quem me alertou sobre o engano foi Wilson Rodrigues, conhecido como Wilson Veneno. Posteriormente, Wilson me lembrou que o buraco seria mais embaixo. Puxou no fio da memória e lembrou de tempos de outrora, numa época em que a única beneficiadora de arroz existente em Dianópolis era a de Dito Póvoa, (Benedito Costa Póvoa, prefeito de Dianópolis por dois mandatos), posteriomente passou para as mãos de Etiene, seu filho. Com isso, num tempo em que não havia essa profusão de arroz tio Jorge, Tio Joaquim, tio João, tia Maria, tia Joaquina, Kibeleza, Lagoinha, etc., todos lambuzados de parafina e outros produtos químicos, o povo da cidade e da região levava para ali o arroz a ser limpado. Acontece que a política começou a interferir no negócio. Como Etiene era da Arena, o povo do MDB tratou de montar sua própria usina. E assim Zeca Póvoa abriu seu negócio, instalando sua máquina beneficiadora na baixada da Av. 7 de Setembro, onde atualmente funciona o novo Hotel Metrópole. Diz a lenda, que, com a abertura da nova beneficiadora, cada simpatizante levava seu arroz para a usina de seu partido. Os do MDB iam para a de Zeca Póvoa e os da Arena levavam seu arroz para a usina de Etiene. E ái daquele que buscasse o negócio do partido que não fosse o seu. Claro: saíam muitas histórias dessa rivalidade. Chegavam a dizer, por exemplo, que fulano levava arroz de primeira para a usina tal, mas de lá saía com um arroz de terceira. Um simples engano na notícia fez com que Wilson nos revelasse essa curiosa parte de nossa história. Legal, né? Isso mostra que a briga política em DNO é antiga e se refletia até numa simples usina de arroz. Outro fato curioso da nossa história foi também lembrado por Wilson. Diz ele, que durante muito tempo, a sirene da usina de arroz de Etiene era o “relógio oficial” da cidade. Ela zuava sempre às 7, às 11, às 13 e às 17 horas, quando a usina de luz não estava com o mancal estragado. E a pequena cidade sempre ouvia aquele anúncio sonoro e acabava se guiando por ele. Só depois de muito tempo que a Prefeitura da cidade comprou sua própria sirene e passou a informar o horário de entrada e saída dos funcionários, ou seja, o horário comercial. A sirene da usina de Etiene era tão levada a sério pelos moradores que, certa vez, Jove estava capinando um lote e não via a hora da sirene tocar às onze horas pra ele se abastecer com o delicioso "dicomer" da lavra de Zefinha. Quando finalmente ela tocou, Jove não trabalhou nem um tiquim a mais. No exato momento do toque ele estava com a enxada no alto, já pronta para descer ao chão, ele nem se deu ao trabalho de dar a última enxadada. Ali do alto, já virou ela, colocou-a no ombro e foi almoçar.
Geraldo Neto |



