Sobre mim

Analisar bem para depois não chorar PDF Imprimir E-mail
Sex, 07 de Abril de 2006 20:01

Jovens deste adolescente estado do Tocantins, mais especificamente de nossa região sudeste, abordarei alguns pontos que estão me deixando muito preocupado. Tenho escutado em rodas de bate-papo, aqui e acolá, da própria boca da juventude, além de palavras fanáticas, atitudes dignas de quem não se preocupa com o futuro do Brasil ou do Estado em que vivem. Egocentrismo e ganância à flor da pele.Vejo muitos confundirem “política” com “corrupção” e “políticos” com “politicagens”. Observo ainda que, muitos, que nem se quer chegaram a galgar um cargo eletivo, já estão de mãos, pernas, braços e “consciências” atadas com “um só” candidato.

Nem mesmo os que são filiados em algum partido não poderiam de forma alguma, fugir do que é “justo” e “bom” para a coletividade. É sabido e incontestável que muitas vezes, nos sentimos como um pingo d’água em meio a um mar de lamas, mas acredito que há como trabalharmos nossos interesses pessoais sem que se tenha preciosismo, fanatismo e cegueira diante dos fatos (verdadeiras doenças crônicas) que comprometem o futuro de nosso estado.

Somos - como milhares de brasileiros - exímios analisadores da seleção brasileira de futebol, criticamos duramente nossos jogadores e técnicos quando eles não nos dão o resultado positivo. Pois é!, bem que a nossa juventude (e população em geral) poderia mostrar também isso diante dos acontecimentos políticos, sendo eles bons ou ruins. Mas estas comparações eu deixarei para fazer com mais tempo. Tentarei mostrar alguns fatos políticos que se parecem muito com o futebol num outro texto.

De qualquer forma, vamos TENTAR sermos mais sensatos, menos fanáticos e analisarmos melhor nossos futuros representantes. Muitos dos que não se envolvem, e falam não precisar da política para sobreviver, erram feio ao pronunciarem esta frase. São afirmações típicas de quem é tão orgulhoso quanto o político que só pensa no seu salário no final do mês. Vivemos em sociedade, portanto, a política está em tudo e em todos. Vamos estudar mais a política, nosso sistema de governo, nossa estrutura governamental e tentar de alguma forma dar nossa parcela de contribuição.

Estava observando na TV os protestos dos jovens na França e fazendo uma breve comparação com o Brasil. A coisa é bem diferente quando um país possui uma população esclarecida e com um nível de instrução isonômico. Diferente do nosso país, que muitas vezes, nem mesmo a pequena classe dita “esclarecida” não sabe o que é bom para seu próprio país.

Eles estão manifestando porque possuem “um pouco” de discernimento e interesse em acompanhar os atos políticos de seu país. Perceberam os prejuízos imediatos e futuros que aquele plano, disfarçado com o nome de “ Plano do 1º Emprego”, poderiam causar aos franceses.

Aqui no Brasil, muitos planos disfarçados como este passam sem que a população manifeste nada. Aliás! 5% da população “culta” criticaria em Jornais, revistas e TV. Nada adiantaria. Ficaria só nisso. Porque pouquíssimas pessoas assistem jornais e lêem artigos em jornais e revistas. E os que lêem, não se importam com nada, pois suas dispensas estão abarrotadas de arroz, feijão e farinha.

Sejamos, pelo menos nós jovens, mais analisadores do “meio” em que vivemos, não deixemos que somente as “pequenas lideranças” (Presidentes de Grêmios, DCE’S, Associações, Sindicatos e Cooperativas) decidam nossas vidas. Participem dando sugestões, reclamando e se inteirando dos seus direitos. Esta participação ativa, não deixará de ser um excelente “ESTÁGIO” para aqueles que irão eleger os seus próximos “representantes” municipais, estaduais ou federais!

 

Mário Sérgio M. Xavier