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A Internet das coisas PDF Imprimir E-mail
Seg, 25 de Outubro de 2010 18:50

Você acorda de manhã e sua geladeira lhe diz em voz alta que fez o pedido de cinco caixas de leite longa vida. Ela “sabe” que este é o consumo para uma semana. Na sexta feira você recebe uma mensagem no seu “Smartphone” informando que o estoque de cerveja está no fim. Não foi sua esposa que informou, foi a geladeira.

Isso está sugerindo roteiro de filme de ficção científica. Você não está assistindo aos desenhos dos Jetsons! É realidade pura. Não vai demorar muito isto vai se tornar rotina. Não é algo para os próximos 50 anos. É prá já. Para os próximos cinco a dez anos. Os laboratórios estão fervilhando de novas tecnologias que parecem “coisa de outro planeta”.

Nestes tempos, os equipamentos, principalmente os eletrodomésticos não estarão isolados do mundo. Eles irão interagir entre si e com as pessoas de forma menos difícil. Será feita sem mouse, sem teclado. Tais coisas estarão dotadas de “inteligência”, “sabedoria” própria. Os dispositivos estarão interligados em rede, usando como base a tecnologia da Internet, principalmente o número IP. Isto é o que se chama de Internet das Coisas.
Ao sair de sua casa pela manhã, em direção ao trabalho, aparece um aviso no painel do navegador do seu carro alertando que o semáforo a sua frente será fechado para a passagem do carro de bombeiros, ou a ambulância, polícia, enfim, há uma emergência. O caminho que você está acostumado a passar será fechado. No mesmo instante o navegador sugere outro caminho para você chegar ao seu destino. Isto será possível por causa de três outras tecnologias: nanotecnologia; RFID e telecomunicação pautada da Internet.

Nanotecnologia permite a miniaturização dos objetos eletrônicos. Com esta tecnologia é possível, por exemplo, armazenar o conteúdo da Biblioteca Nacional em um dispositivo do tamanho de um “pendrive”. Este mesmo conteúdo poderá ser transmitido para outro dispositivo em menos de um minuto, pois, as taxa de transferência chegará a terabits por segundo. Hoje, as velocidades estão na casa do Gigabit, ou seja, um bilhão de bits transmitidos em um segundo. O monitor de seu televisor será tão fino que poderá ser enrolado sem deformar a imagem. Além da nitidez que será muito além da capacidade do olho humano perceber.

Já a RFID é a tecnologia de identificação de produtos. É o código de barras eletrônico. Usa rádio freqüência para enviar sua identificação. Graças à nanotecnologia, as latas de cerveja, as caixas de leite longa vida ganharão inteligência.  Ao colocar os produtos da feira na geladeira, o dispositivo eletrônico lê o código de barras via RFID.

A numeração atual de endereços da Internet está chegando ao fim. Outra versão do endereçamento IP foi desenvolvida para suprir as deficiências da versão anterior, principalmente, quantidade, tão necessária atualmente. A geladeira vai receber um desses números IP para se conectar à rede local (LAN) via WI-FI (rede sem fio). Não só a geladeira, mas o medidor de energia, o medidor de água, o semáforo, o navegador o seu carro.
Eu só sei de uma coisa. Quando me aposentar, vou me mudar para lugar onde não haverá nem energia elétrica e muito menos internet, telefone e outras bugigangas eletrônicas. Claro que isto será impossível, pois, você não precisará se conectará a Internet. Ela estará conectada a você o tempo todo.

Diante disso, será que os recém-nascidos sairão da maternidade com um chip feito de nanotecnologia implantado no braço como se fosse uma tatuagem? A Internet das coisas é isso!

Jader de Melo Rodrigues, técnico em Telecomunicações, bacharel em Administração e pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior