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A partir do ano que vem, a Fades oferecerá o curso de Direito. Esta notícia foi dada no DnoTO dia 30 de novembro.
Dia 5 de dezembro, tenho o desprazer de ler esta notícia. Antes de seguir, deixo claro que não tenho nada contra (e nem a favor) dos políticos citados nesta matéria. O texto começa: "A deputada confirmou...". Grandes coisas!
Eu saio do sério quando vejo algo assim. E explico. A minha birra com essa de político querer pegar carona em algum fato é o seguinte: ou a Fades MERECE ou NÃO MERECE ter o curso de Direito. Temos que deixar claro que isso é questão TÉCNICA e não política. Há um ritual para se conseguir autorização para um novo curso. Há requisitos que precisam ser preenchidos, como infraestrutura, quadro docente e outros fatores.
Pelo menos é essa a regra. É assim que DEVERIA funcionar. Então vamos todos acreditar que há decência no processo e, sendo assim, político nenhum tem que se gabar por a Fades ter tal curso. O reconhecimento tem que ser dado aos membros da faculdade, seja da área docente ou administrativa. Eles sim trabalharam para que isso acontecesse.
Se alguém realmente acredita que político tem alguma influência nisso tudo, esse alguém está dizendo que a faculdade é uma palhaçada, que qualquer faculdade sem vergonha pode ter qualquer curso e está dizendo ainda que o tal Conselho Estadual de Educação-TO é um pau-mandado, que não leva a sério critérios técnicos e sim pressão política. É isso mesmo que alguns estão querendo dizer?
O fato deve sim ser celebrado por todos nós, sejamos políticos ou não. O fato É SIM uma coisa boa.
Agora: querer atribuir isso como uma vitória política para A, B, C ou J, isso é me chamar de idiota. Eu não sou idiota. Aliás, sou um ELEITOR inteligente. E ano que vem aguardem minha posição nas urnas. Sim, o recado vai pra todos os políticos que, erroneamente, pensam que nós somos estúpidos.
“Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”, já disse Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Ou demos o crédito para a seriedade do processo ou nos envergonhemos pela conquista da Fades.
Geraldo Neto, radialista, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e é daqueles que ainda acreditam na seriedade das coisas. Um ingênuo.
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